No empate sem gols entre Vasco x Flamengo, no último sábado (19), no Maracanã, pela 5ª rodada do Brasileirão, quem chamou atenção não foi apenas a tensão do clássico ou o placar zerado. Atuando novamente de forma improvisada como lateral-esquerdo, o uruguaio Guillermo Varela mostrou personalidade e eficiência, ganhando moral dentro do elenco comandado por Filipe Luís. A atuação firme veio justamente em um momento de carência na posição, com Alex Sandro lesionado e Ayrton Lucas saindo com cãibras.
Varela, lateral-direito de origem, tem sido a válvula de escape do técnico Filipe Luís nas últimas rodadas. Sem pestanejar, o camisa 2 entrou no segundo tempo e correspondeu no clássico. “Se eu tiver que jogar pela esquerda, vou jogar. O importante é ajudar o time”, declarou na saída de campo.
O duelo diante do Vasco não teve gols, mas exigiu bastante entrega tática e física. Varela, mesmo fora de posição, mostrou segurança na marcação e ousadia nas descidas ao ataque. “Talvez eu ataque mais pela esquerda, porque o jogo pedia isso. Mas, no fim, tanto faz: pela direita ou pela esquerda, quero sempre contribuir”, afirmou o jogador, demonstrando maturidade e versatilidade.
A sequência de lesões entre os laterais-esquerdos do elenco rubro-negro obrigou Filipe Luís a pensar fora da caixa. E a resposta veio dos pés de Varela. Contra o Vasco, ele ajudou o Flamengo a dominar as ações no segundo tempo e quase garantir os três pontos. “Tivemos chances, tentamos até o fim, mas a bola não entrou”, analisou o uruguaio.
Agora, o Flamengo volta suas atenções para a Libertadores. Nesta terça-feira (22), o time enfrenta a LDU, às 21h30, novamente no Maracanã. A expectativa é pela recuperação de pelo menos um dos laterais de origem. Mas, caso o cenário continue desfavorável, Varela já mostrou que está pronto para vestir a camisa em qualquer lado do campo, sem reclamar, e com entrega total.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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