Parte da torcida do Flamengo provocou Luighi, do Palmeiras, ao chamá-lo de “chorão” durante a final da Libertadores Sub-20. O apelido se deve pela denúncia de racismo sofrido no jogo contra o Cerro Porteño na semifinal. A reação do atleta, que chorava em desespero na zona mista, gerou grande repercussão. Ademais, o crime colocou novamente em ênfase a gravidade da pauta do combate à discriminação no futebol.
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Luighi responde às provocações da torcida do Flamengo e critica falta de respeito
O meio do Palmeiras não ficou calado diante das provocações e fez um desabafo sobre como a sociedade lida com o racismo. É claro que a rivalidade dentro de campo não pode ser usada como justificativa para minimizar a gravidade da discriminação racial e o jogador reforça isso na fala:
“A gente perdeu, eles ganharam, eles têm total liberdade de zoar, mas eu vejo como a sociedade não respeita o que aconteceu. A provocação entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas fica o aprendizado para a sociedade, que não respeita o racismo.”
Reações no futebol e posicionamento do Palmeiras
Além da resposta do jogador, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, tomou uma atitude simbólica em protesto contra as punições consideradas brandas da Conmebol ao Cerro Porteño. A dirigente decidiu não comparecer ao sorteio da fase de grupos da Libertadores e da Sul-Americana, que acontece nesta segunda-feira (17), às 20h (de Brasília), a fim de reforçar sua indignação com a postura da entidade.
Saiba mais: Cerro Porteño sofre punição da CONMEBOL após atos racistas na Libertadores Sub-20
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