Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (12) nos Estados Unidos, José Boto, diretor-executivo do Flamengo, comentou sobre as expectativas do clube para a Copa do Mundo de Clubes da Fifa e o desempenho do elenco rubro-negro. O time estreia na próxima segunda-feira (16), enfrentando o Espérance, da Tunísia, pelo Grupo D.
Boto avaliou o momento do time e fez uma análise comparativa entre o futebol sul-americano e o europeu, destacando que, embora o equipe esteja em uma prateleira superior às demais equipes da América do Sul, os clubes do Velho Continente ainda estão um nível acima.
“Acontecerá pela primeira vez, de forma mais consistente, os times sul-americanos postos à prova contra europeus e vice-versa. Na Europa estão os melhores jogadores, técnicos e ligas. Na minha visão, estão um patamar acima da América do Sul. Posto isso, não quer dizer que nós, Flamengo, não vamos encarar todos jogos para ganhar. Estamos cientes das dificuldades que será enfrentar os times europeus. O fato de estarem em final de temporada na Europa pode trazer algum tipo de vantagem para os sul-americanos. Não tenham dúvidas que o melhor futebol está na Europa”, disse.
O dirigente ressaltou que a diferença não está apenas na qualidade dos elencos, mas no nível das competições em que esses clubes atuam regularmente.
“É muito difícil fazer a comparação. Às vezes não é a qualidade do elenco e sim as competições que estão inseridas, que são menos ou mais exigentes. Eu não tenho dúvidas que o elenco no Flamengo na Premier League lutava pelos primeiros lugares. Mas tem que estar habituado a jogar naquele nível. O Flamengo não está, Palmeiras não está, Fluminense não está. É muito difícil em termos de ranking. Em qualidade, está numa primeira prateleira. De habituação, ritmo de jogo, não está”, concluiu, em outro trecho.
Boto também abordou a questão do favoritismo e afirmou que o Flamengo entra com responsabilidade, mas sem a mesma obrigação que carrega em torneios como o Campeonato Carioca, o Brasileirão ou a Libertadores.
“O favoritismo de ter a responsabilidade de ganhar uma competição como essa não é a mesma que temos no Carioca, Brasileiro e Libertadores. Aí sim temos a obrigação de ganhar. O futebol é sempre imprevisível. Vem um Táchira da vida complicar a vida, um Central Córdoba nos ganha no Maracanã. Podem acontecer surpresas aqui. Nós, como o maior representante da América do Sul, temos algumas responsabilidades nessa competição”, completou.
soccer Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, com sólida atuação na cobertura esportiva mineira. Apaixonado por comunicação e pelo universo do esporte, possui experiência como comentarista, setorista, social media e redator, atuando tanto no futebol profissional quanto em clubes amadores. Entusiasta dedicado de tudo que envolve o jogo dentro das quatro linhas.
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