O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, ressaltou a magnitude do clube carioca ao jornal português A Bola, ao compara-lo ao Benfica em termos de impacto e popularidade. Nesse sentido, para o dirigente, que tem longa experiência no futebol europeu, “o Flamengo ultrapassa qualquer parâmetro tradicional de grandeza na Europa”.
“O Flamengo é um clube com uma dimensão… o Flamengo é um Benfica multiplicado por 40. Logo, tudo no Flamengo tem uma repercussão enorme, que também é algo que nós na Europa não estamos habituados”, afirmou.
O dirigente ainda compartilhou as impressões acerca da intensidade da torcida flamenguista, além de mencionar episódios marcantes desde sua chegada no clube. Segundo ele, a torcida consegue ser intensa em qualquer ugar do país e, portanto, surpreende até os mais acostumados com a atmosfera do futebol europeu.
“Vamos jogar jogos do Estadual, em Brasília, e são centenas e centenas de pessoas no aeroporto, depois mais centenas e centenas no hotel”, comentou.
Outro exemplo citado por Boto foi a recepção da equipe em Belém, onde o Flamengo disputou a Supercopa do Brasil. O dirigente destacou que alguns torcedores passaram horas em frente ao hotel apenas para tentar ver os jogadores e o técnico.
“Houveram pessoas que não saíram , não arredaram o pé na porta do hotel, durante horas e horas, na esperança de ver um jogador ou o treinador. É um poder popular enorme”, relatou.
Apesar do fascínio pela torcida rubro-negra e pelo tamanho do clube, Boto também alertou para a pressão intensa que acompanha a popularidade. Por isso, o diretor reconhece que a cobrança é gigantesca e que qualquer resultado negativa gera grandes repercussões.
“Mas que depois tem a outra face da moeda: quando as coisas não correm bem, o que, felizmente, até agora ainda não aconteceu.”
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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