Bruno Henrique, atacante do Flamengo, virou alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) do após ser citado pelo irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, em mensagens que apontam participação em um esquema de manipulação de apostas. O caso aconteceu após a partida entre Flamengo e Santos, realizada no dia 1º de novembro de 2023, válida pela 31ª rodada do Brasileirão. Segundo a PF, o atleta teria informado de forma privilegiada que receberia um cartão amarelo, o que motivou a aposta de R$ 3 mil feita por seu irmão.
As mensagens, obtidas e anexadas ao inquérito, mostram Wander a cobrar Bruno Henrique por não receber o valor da aposta, que estava sob análise por suspeita de fraude:
“Fala mano, bom dia, beleza? Pra você ter ideia, sabe a parada que você me deu ideia do Santos (cartão amarelo)? Até hoje eles não pagaram. Coloquei 3 pra ganhar 12 e eles bloquearam por suspeita”, escreveu Wander, que ainda pediu ajuda financeira ao jogador: “Tô pensando aqui, se você puder fazer isso, você vai me salvar de coração mesmo”.
Bruno Henrique responde inicialmente com dúvidas:
“Tendi nada o que você falou aqui, Juninho”, ao que o irmão rebate:
“Fala aí mano, o que você não entendeu?”. O atacante responde:
“Isso aqui”.
Wander então explica:
“No dia que você me deu ideia do cartão, eu apostei 3 mil pra ganhar 12 mil. Só que até hoje eles não pagaram, colocaram a aposta sob análise e o dinheiro está todo preso lá, 12K. Aí estava pensando: me ajuda nessa aí com 10 mil só pra resolver minhas coisas até esse dinheiro sair, pagar o cartão, pagar pensão dos meninos que tá atrasada, me estabilizar aqui”.
Bruno Henrique acaba aceitando o pedido e transfere R$ 10 mil ao irmão, conforme mostra o inquérito. A PF anexou ainda uma mensagem do jogador com um comprovante e o recado: “Pegando dinheiro vc paga em”, referindo-se, segundo os investigadores, ao valor da aposta que ainda estava sob análise.
De acordo com o inquérito, os cartões recebidos por Bruno Henrique naquela partida motivaram a abertura de investigação em agosto do ano passado. A PF indiciou o atleta por estelionato e manipulação do mercado secundário de apostas. Além do irmão, a investigação também cita a cunhada do jogador, Ludymilla Araújo Lima, e a prima, Poliana Ester Nunes Cardoso — ambas teriam feito apostas relacionadas ao mesmo evento esportivo.
Em novembro de 2024, a PF realizou buscas e apreensões nas casas dos envolvidos. O celular de Bruno Henrique foi apreendido e analisado pelos agentes. Ademais, a apuração ainda está em curso e poderá ter desdobramentos nos próximos dias. Por fim, o Flamengo se pronunciou na noite desta terça-feira (15).
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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