José Boto, diretor de futebol rubro-negro, é um dos responsáveis por novas diretrizes
Pente fino no Flamengo! Negociar com o Rubro-Negro agora está mais complicado. As novas diretrizes implementadas pela atual diretoria apertam cada vez mais o cerco no que tange o mercado interno e externo. Os cuidados visam uma proteção para possíveis não cumprimentos de acordos entre os clubes.
Recentemente, o imbróglio envolvendo Thiago Maia, Internacional e Santos é um bom exemplo da nova postura adotada na Gávea. Negociado inicialmente com o Inter, o jogador não chegou a ter os valores pré-acrodados totalmente quitados junto ao Flamengo. No acordo, o Colorado não efetuou o pagamento de cerca de 3,5 milhões de euros, algo em torno de R$ 20,8 milhões.
Não obstante, o clube gaúcho abriu negociação com o Santos, uma vez que Thiago não estava mais nos planos. Assim, a dívida pendente seria repassada ao Peixe. Sem condições de garantir a quitação do débito vigente, o Flamengo vetou o acerto entre as partes.
A orientação agora no Flamengo é de que os negócios tenham uma espécie de fair play financeiro. Cada vez mais o clube exigirá garantias de que os agentes envolvidos consigam arcar com o compromisso previamente acordado. Caso tais prerrogativas não sejam apresentadas, não há negócio.
As medidas valem também para o mercado de fora do Brasil. Assim como a exigência de precauções que confirmem as receitas, ou mesmo pagamentos à vista, a ordem se estende a clubes que atuam até mesmo na Europa. Times de menor porte de Portugal, por exemplo, são vistos com desconfiança por parte do Flamengo.