A defesa de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, entrou com um pedido formal no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) nesta sexta-feira (13), em Brasília, para tentar derrubar a fiança de R$ 2 milhões imposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O valor é referente a uma medida cautelar sob proposta na denúncia que envolve o jogador em um esquema de manipulação de resultados.
De acordo com os advogados do jogador, a fiança é desnecessária, pois Bruno Henrique mantém vínculo empregatício formal com o Flamengo, o que, segundo a defesa, garante seu compromisso com a Justiça. “É possível acompanhar o paradeiro do atleta com facilidade, inclusive em tempo real, por conta do calendário divulgado previamente”, destaca o documento protocolado no TJDFT.
A denúncia do MPDFT foi apresentada na última quarta-feira (11), e aponta que Bruno Henrique teria forçado um cartão amarelo contra o Santos, em partida válida pelo Brasileirão de 2023, após avisar o irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, que apostou no acontecimento. A Promotoria também pediu o pagamento de R$ 2 milhões como indenização coletiva. A justificar que o caso atinge diretamente a ética esportiva e a credibilidade do futebol brasileiro, considerado um patrimônio cultural nacional.
No mesmo inquérito, surgiram indícios de envolvimento do atacante com apostas em corridas de cavalos, revelados por conversas interceptadas entre ele e o irmão. Em um dos trechos, Bruno pede uma transferência de R$ 10 mil a uma terceira pessoa para “negócios de cavalo”.
Enquanto o Flamengo prefere não se manifestar oficialmente, a defesa do jogador reagiu com firmeza. Assim, em nota assinada pelos escritórios Mudrovitsh e Pieri, os advogados classificaram a denúncia como “insubsistente” e acusaram o MPDFT de agir de forma “aproveitadora”. O motivo? A apresentação da acusação ser justamente no dia da divulgação da lista do clube para a Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025.
Agora, a bola está com o juiz Fernando Brandini Barbagalo, que ainda não se pronunciou sobre o pedido da defesa e a aceitação, ou não, da denúncia formal do Ministério Público.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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