A jornalista Milly Lacombe criticou duramente a atuação do Corinthians na final contra o Palmeiras, nesta quinta-feira (27), durante o programa Fim de Papo, do UOL. Apesar do título conquistado, ela classificou a postura da equipe como “taticamente covarde”, apontando que o time não jogou como se estivesse em sua própria casa, diante de 50 mil torcedores. Para Lacombe, o desempenho foi decepcionante e não refletiu a identidade do clube, levantando dúvidas sobre a continuidade do trabalho da comissão técnica.
Mesmo com a taça garantida, o que se viu em campo foi um Corinthians acuado, segundo Milly Lacombe. Para a comentarista, a equipe de Ramón Díaz e Emiliano Díaz não conseguiu impor seu jogo na Neo Química Arena e passou longe do que se espera de um time que decide um título em casa.
“Vale pelo título. É importante. […] Mas da forma como o Corinthians jogou, foi uma postura taticamente covarde, não jogou como se estivesse dentro do próprio estádio, para 50 mil pessoas. O Corinthians não conseguiu trazer a torcida para o jogo em nenhum momento. [A não ser] quando o Hugo defendeu o pênalti e no final”, disparou.
A jornalista foi além e cobrou mudanças na comissão técnica. Ela apontou que a final foi um reflexo de um trabalho que, na visão dela, não tem identidade. “O que a gente viu em campo hoje não é o Corinthians. É muito fácil falar sobre o fim de uma história de um treinador derrotado. Mas eu acho que a história do Ramón e do Emiliano no Corinthians, depois dessa final deprimente, tem que acabar. Não é possível que vão continuar”, afirmou.
Mesmo com a conquista, a reação da torcida corintiana nas redes sociais mostrou que o sentimento não foi apenas de comemoração. A atuação conservadora levantou questionamentos e trouxe à tona uma discussão sobre o futuro do time para o restante da temporada.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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