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Polícia desarma quadrilha que desviava salários de jogadores da Série A em golpe milionário

Lívia Galvão

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta terça-feira (24), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros usando nomes de jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro. A ofensiva, batizada de Operação Falso 9, ocorre simultaneamente no Paraná, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. A investigação aponta que o grupo abriu contas bancárias fraudulentas em nome de atletas como Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Cruzeiro, e Walter Kannemann, do Grêmio, desviando diretamente parte dos salários das vítimas. Ao todo, o prejuízo passa de R$ 1,2 milhão.

Polícia aprofunda investigação da operação “Falso 9”

De acordo com a PCPR, o golpe era de alto nível e contava com falsificação de documentos e pedidos de portabilidade bancária. Com os dados dos jogadores, os criminosos conseguiam redirecionar os salários para contas de fachada. Um dos casos mais graves envolve Gabigol: segundo apuração da TV Globo, desviaram R$ 938 mil apenas do atacante.

A fraude chamou atenção das autoridades após denúncias feitas pelas próprias instituições financeiras, que notaram inconsistências nos documentos apresentados. A Polícia Civil agiu rápido e, até o momento, cumpriram-se dois mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão nas cidades de Curitiba e Almirante Tamandaré (PR). Simultaneamente, a Polícia Civil de Rondônia executa ações em Porto Velho (RO), Lábrea (AM) e Cuiabá (MT).

Ainda segundo os investigadores, a quadrilha movimentou mais de R$ 1 milhão utilizando contas de terceiros para dificultar o rastreamento. A tática era: após a portabilidade, pulverizava-se o dinheiro por meio de saques, compras e transferências, o que dificultava a recuperação dos valores. Assim, até agora, apenas R$ 135 mil foram recuperados.

Estelionato, lavagem e bola fora com a Justiça

Os criminosos devem responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A ação contou com o suporte do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que acompanha o caso com atenção, devido à dimensão nacional da fraude e ao impacto direto no futebol brasileiro.

Até o momento, por fim, os jogadores não se pronunciaram sobre o caso. Por outro lado, a polícia segue atrás de mais envolvidos e tenta identificar outros possíveis alvos da quadrilha.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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