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Papa Francisco: paixão pelo San Lorenzo marcou vida do pontífice argentino

Lívia Galvão

O Papa Francisco, que faleceu nesta segunda-feira (21) aos 88 anos, em Roma, deixa não apenas um legado espiritual à frente da Igreja Católica, mas também uma história de amor inabalável pelo futebol. Argentino de nascimento, Jorge Mario Bergoglio, como foi batizado, era torcedor declarado do San Lorenzo de Almagro, clube de Buenos Aires. Desde pequeno, no bairro de Flores, cultivou essa paixão que o acompanhou até os últimos dias, motivada pela herança familiar e pelas raízes locais, e celebrada até mesmo em seu papado.

Papa Francisco e San Lorenzo: uma relação de fé, bola e conquistas históricas

A ligação entre Francisco e o San Lorenzo ultrapassou o simples fanatismo. Criado em meio às arquibancadas e ao fervor da torcida azulgrana, o menino Jorge assistiu ao lado do pai, ex-jogador de basquete do clube, à campanha campeã de 1946, quando tinha apenas 10 anos. “Vieram à minha memória belas lembranças, começando pela minha infância. Acompanhei aos 10 anos a gloriosa campanha de 1946. Aquele gol de Pontoni!”, escreveu o pontífice em uma carta emocionada em 2013.

No mesmo ano em que foi eleito Papa, o San Lorenzo decidiu homenageá-lo em campo: os jogadores vestiram camisas com sua imagem e a frase “Papa Francisco, rezamos por Ti. Reza por nós”. Era o início de uma fase gloriosa para o clube fundado por um padre salesiano. Naquele Apertura de 2013, o Ciclón quebrou um jejum de sete anos e ergueu o título argentino.

As bênçãos de um torcedor ilustre

O papel de “amuleto” se consolidou em 2014, quando o San Lorenzo conquistou a primeira Libertadores de sua história. A conquista levou a delegação até Roma, em uma audiência especial com Francisco. E, claro, o troféu foi junto. Além disso, a imagem do Papa com a taça percorreu o mundo e virou símbolo da conexão entre fé e futebol.

Não parou por aí. Durante seu papado, a seleção argentina também saiu da fila. Nesse sentido, com Messi a liderar dentro de campo e Francisco nos corações da torcida, a Albiceleste venceu a Copa América de 2021 sobre o Brasil no Maracanã. Depois, a Finalíssima contra a Itália e, finalmente, a Copa do Mundo de 2022, encerrando 38 anos de jejum. Coincidência ou não, logo, muitos argentinos pediram a intercessão do “papa hermano” durante a campanha no Catar.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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