O centenário costuma ser motivo de orgulho para torcedores. Porém, no futebol sul-americano, muitos gigantes acabaram amargando decepções, vexames e até tragédias durante o ano de celebração.
De rebaixamentos a crises administrativas, o aniversário histórico se tornou um verdadeiro pesadelo em vários casos. Veja como cada clube viveu esse momento.

No centenário do Cruzeiro, em 2021, o período mais difícil da história celeste veio à tona. A Raposa completou o aniversário de 100 anos sem títulos e continuou na Série B. Além disso, quase foi rebaixada para a Série C.
Para agravar o drama, o rival Atlético-MG conquistou a Tríplice Coroa naquele mesmo ano, levando o Brasileirão, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro. Má gestão marcou o clube e transformou a data em símbolo do drama centenário no futebol brasileiro.
Atualmente, o cenário é outro. Com a SAF consolidada, o Cruzeiro aparece na vice-liderança da Série A e já deixou para trás a crise financeira que atormentou o torcedor no início da década.

Em 2014, o centenário do Palmeiras ficou longe do que a torcida esperava. O Verdão ainda sentia os efeitos do rebaixamento sofrido dois anos antes. O principal evento foi a inauguração do Allianz Parque, que marcou uma nova era. No entanto, dentro de campo, a temporada trouxe apenas instabilidade e sustos. O time conviveu com más campanhas, trocas de técnicos e elenco pouco competitivo.
No Brasileirão, o Verdão chegou às rodadas finais ameaçado de queda. O clube só escapou na última rodada porque o Santos venceu o Vitória em Salvador e garantiu o Palmeiras na elite mesmo com um empate em casa diante do Athletico. Sem títulos ou campanhas de destaque, a torcida comemorou apenas fora de campo.
O centenário do Grêmio, em 2003, trouxe decepção e instabilidade. O Tricolor não chegou nem à final do Gauchão, sofreu eliminações nas copas e terminou o Brasileirão na 20ª posição. Só escapou da queda no último jogo.
No ano seguinte, o rebaixamento para a Série B concretizou a tragédia. Assim, a data ficou marcada como um dos piores momentos da história gremista.

Viveram um dos piores anos de sua história em 2009, os torcedores do Coritiba. O clube não foi vice-campeão estadual, caiu precocemente na Sul-Americana e saiu na semifinal da Copa do Brasil diante do Internacional. O maior drama, porém, apareceu no Brasileirão: o Coxa chegou à última rodada precisando vencer o Fluminense, mas empatou e acabou rebaixado em pleno Couto Pereira, em um jogo marcado por invasão de campo e cenas de violência.
Já o Athletico, em 2024, seguiu roteiro parecido ao do rival. Começou o ano vencendo o Paranaense e alimentando esperanças, mas logo acumulou tropeços e, após eliminações precoces nas copas, foi rebaixado no Brasileirão em uma campanha trágica. Por isso, ambos os clubes tiveram centenários que se transformaram em verdadeiros pesadelos.

A expectativa do maior campeão do Chile era de um ano histórico, porém 2025 se mostra traumático. Dentro de campo, o Colo-Colo caiu na fase de grupos da Libertadores, amargando a lanterna do Grupo E, com apenas cinco pontos. No Campeonato Chileno, a campanha decepciona: ocupa o 9º lugar após 15 jogos, desempenho abaixo das expectativas.
Fora das quatro linhas, a tragédia marcou o centenário. No duelo contra o Fortaleza, pela Libertadores, dois torcedores morreram em incidentes violentos nos arredores do Estádio Monumental. A partida foi suspensa após invasão de campo e cenas lamentáveis. Por conta disso, o clube cancelou todas as festividades programadas, incluindo festas, homenagens e inaugurações.
Na hora de celebrar 100 anos em 1999, o Nacional também sentiu o peso da data. A equipe liderou o Apertura, mas perdeu o título para o arquirrival Peñarol, que virou o confronto na finalíssima. O gosto amargo marcou a memória do torcedor.
Enquanto isso, o Peñarol, ao comemorar o centenário em 1991, já vivia uma das maiores crises de sua história. O time não brigou por títulos, terminou apenas na quarta colocação e acumulou problemas dentro e fora de campo. Por isso, ambos os gigantes de Montevidéu transformaram a data em frustração.
Festejar 100 anos na Argentina também trouxe pouco motivo para alegria. O Racing, em 2003, estava apenas dois anos distante do fim de um jejum de 35 anos sem título, mas passou em branco na temporada do centenário e ainda viu o clube mergulhar em crise financeira.
O Independiente, campeão do Clausura em 2002, completou 100 anos em 2005 sem títulos e entrou em colapso, situação que resultou no rebaixamento em 2013. O San Lorenzo, em 2008, não levantou taça alguma e só viveu um momento de euforia ao eliminar o River Plate na Libertadores, mas caiu nas quartas. O River, por sua vez, amargou um vice argentino e queda nas quartas da Libertadores em 2001, além de assistir ao Racing quebrar seu próprio jejum.
Diferentemente dos rivais, o Boca Juniors escapou da maldição. No centenário de 2005, o clube faturou a Copa Sul-Americana, a Recopa e o Torneio Apertura, tornando-se exceção à regra entre os grandes do continente.
Fonte: Imortais do Futebol e Onefootball
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