Nesta semana, os 20 clubes que concorrem o Brasileirão 2025 se reuniram no conselho técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na sede da entidade, no Rio de Janeiro A reunião serviu como primeiro passo para novas discussões: a possível mudança na regra de quantidade de rebaixados e na quantidade de estrangeiros permitidos por partida de futebol brasileiro. Apesar da conversa já em 2025, as possíveis mudanças apenas seriam aplicadas a partir de 2027.
A estrutura do campeonato seria a principal mudança. A proposta pensada foi da redução de rebaixados para três ao invés de quatro, o que mudaria a regra estabelecida em 2006, onde quatro times caem e quatro times sobem da segunda para a primeira divisão.
Neste caso, o argumento mais utilizado éda desproporcionalidade do descenso, pois rebaixa 20% do campeonato (4 de 20). O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, citou, em entrevista ao Abre Aspas do GE, que os clubes podiam lidar mais com “problemas de calendário do que de gestão administrativa” e relembrou os casos de Fluminense e Atlético-MG no Brasileirão 2024, onde lutavam contra a queda e disputavam a Libertadores.
No caso do número de jogadores estrangeiros, o regulamento atual permite nove por clube, porém a proposta pede a redução para seis. Entretanto, a ideia é respeitar os contratos de jogador em vigor, a fim de não haverem conflitos. Hoje, são mais de 130 atletas estrangeiros que atuam no futebol nacional. Ademais, é importante ressaltar que a proibição é entre os relacionados para os jogos. Nesse sentido, há permissão liberada para cada elenco ter a quantidade que desejar de jogadores de outros países.
Dorival Jr., atual técnico da Seleção Brasileira, recentemente, defendeu a imposição do limite de estrangeiros e justificou com olhar para o aproveitamento dos jovens formados pelos clubes. Além disso, existe a possibilidade de fazer a redução gradativamente, com o intuito de facilitar o planejamento das equipes.
Nesta sexta-feira (13), os clubes da Série B de 2025 se reunião com o conselho técnico da CBF e irão eleger os representantes no Conselho Nacional de Clubes (CNC). Caso a proposta avance, três clubes cairiam da A para a B, portanto, só poderiam subir três da B para a A; assim sucessivamente até a Série D, última divisão nacional do futebol masculino.
O CNC planeja se reunir mensalmente na CBF, com sala própria, para iniciar os estudos e os debates desses tópicos ao longo de 2025. Na Série A, os clubes indicados são Fluminense, Fortaleza, Flamengo, São Paulo, Internacional e Vasco, com o Palmeiras indicado como convidado. O presidente do conselho é Marcelo Paz, do Fortaleza.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
Leia mais
Brasileirão