O técnico Renato Paiva não economizou nas palavras após mais uma derrota do Botafogo na temporada. Na noite de terça-feira (23), o Glorioso foi superado pelo Estudiantes, por 1 a 0, na Argentina, em partida válida pela fase de grupos da Libertadores 2025. Com um discurso sincero, o treinador português, logo, reconheceu o momento difícil vivido pelo clube e afirmou que “o Botafogo de 2024 já não existe”.
Em entrevista coletiva após o confronto em La Plata, Paiva avaliou a queda de desempenho da equipe em relação à temporada passada, quando o Botafogo levantou a taça da Libertadores e o Campeonato Brasileiro sob o comando de Artur Jorge.
“Essa equipe já não existe, é outra. Em alguns jogos criamos mais, em outros menos. Hoje foi uma partida em um campo muito difícil, contra um adversário que já tinha perdido em casa e encarou o jogo como uma final. Começamos bem, criamos chances e a bola não entrou. Depois disso, o Estudiantes teve mais posse. Não me lembro do John ter feito grandes defesas no primeiro tempo. Houve escanteios, mas nada muito perigoso. Por fim, sofremos o gol em um lance infeliz.”
Renato, ademais, também apontou os erros ofensivos como parte do problema e destacou o azar nas finalizações:
“O Artur cabeceia sozinho na área e a bola vai por cima. Depois, tem outra chance no segundo poste e não faz. O Savarino acerta o travessão, a bola quica no chão e sai. Quem acompanha os nossos jogos percebe essa fase estranha. Criamos chances claras e não fazemos. Depois, cometemos erros básicos e acabamos punidos. Essa foi a terceira derrota por 1 a 0 com gols nascidos de falhas individuais.”
Ciente da responsabilidade, o técnico concluiu:
“Sou treinador, sou responsável, mas de fato é uma fase muito estranha. As nossas chances não entram e, quando o adversário tem uma oportunidade, mesmo sem tanto perigo, a bola acaba entrando e nos castigando.”
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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