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Comentarista diz que “Botafogo sente a marcação e tem falta de repertório ofensivo”

Lívia Galvão

No último sábado (13), no Estádio Nabi Abi Chedid, o Botafogo foi derrotado por 1 a 0 pelo Red Bull Bragantino, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro. A derrota em Bragança Paulista não apenas tirou pontos importantes do clube carioca, como também acendeu um alerta nos bastidores e na imprensa esportiva. O comentarista Rafael Marques, durante o programa Sportscenter, apontou a principal fragilidade do time comandado por Renato Paiva: a falta de alternativas ofensivas para furar defesas bem postadas.

Botafogo tropeça em Bragança e escuta alerta: “Todo mundo já sabe como enfrentar o atual campeão”

Para Rafael Marques, o status de campeão da Libertadores e do Brasileirão pesa. E pesa contra.

“O Botafogo, em algum momento, iria ter algum tipo de problema. Até porque todo mundo hoje monta o seu jeito de jogar para enfrentar o Botafogo. Mesmo não sendo o mesmo time do ano passado, que ganhou a Libertadores e o Brasileiro, sem peças importantes como Luiz Henrique e Almada, ainda é um Botafogo muito respeitado. E o meio do futebol tem muito disso, as pessoas se conhecem, se falam. Claramente o Fernando Seabra, que é um bom treinador e conhece de futebol, montou uma estratégia para tentar abrir o placar cedo, com marcação pressão. Isso tirou o conforto da saída de bola do Botafogo. Por fim, imprimiu velocidade e apostou numa estocada pelo lado do campo para gerar a oportunidade do gol, e fez 1 a 0”, avaliou.

O gol precoce foi determinante para o rumo da partida

“O gol condiciona o jogo, chama mais o Botafogo, ocupa mais a sua intermediária. O Botafogo penteia, tem posse de bola, desenvolve as jogadas. Ademais, baixa a circulação da bola, tenta potencializar os homens de meio-campo e ataque. Por fim, coloca todo mundo na linha construtiva no jogo, mas o jogo não se desenvolve. Tirando a oportunidade do Igor Jesus na trave, no primeiro tempo o Botafogo não teve grandes chances”, completou Rafael.

Marcação alta expõe carência criativa do Botafogo

O especialista ainda destacou que equipes que apostam em marcação alta têm conseguido neutralizar o estilo alvinegro:

“Todo mundo que for enfrentar o Botafogo, que estiver disposto a imprimir uma marcação muito alta de início para tentar sufocar, recuperar uma posse, fazer um gol, pode deixar o Botafogo em desconforto. É uma fase de transição. Tem muitos momentos que a gente vê o Botafogo jogar e percebe movimentos de sincronia semelhantes aos que faziam na época do Artur Jorge. Embora o Renato Paiva acertadamente, no seu discurso, não goste muito que alimente esse tipo de cenário diariamente, em outros momentos é o Botafogo que vai carecer um pouco mais de repertório ofensivo para poder vencer, principalmente equipes bem compactas como é o time do Bragantino”, finalizou.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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