O Botafogo cobra mais de R$ 410 milhões do Lyon por transações que, segundo o clube carioca, serviram para aliviar a crise financeira do parceiro francês. A diretoria alvinegra notificou oficialmente o time europeu no dia 18 de julho, afirmando que aceitou negociar jogadores em condições desfavoráveis com o objetivo de socorrer o Lyon diante da pressão do DNCG — o órgão de controle financeiro do futebol francês.
De acordo com o documento, o Botafogo autorizou as vendas de Luiz Henrique, Igor Jesus, Jair e Savarino por valores abaixo do mercado. Além disso, o clube também emprestou Thiago Almada sem cobrar salários ou taxas de transferência. Tudo isso, segundo o clube brasileiro, aconteceu como parte do conceito de “caixa único” entre as equipes do grupo Eagle Football, de John Textor.
A carta afirma que os dirigentes cariocas agiram para proteger o Lyon de um possível rebaixamento. O time francês precisava apresentar garantias financeiras para se manter na primeira divisão. Assim, o Botafogo aceitou propostas menores e abriu mão de receitas futuras para reforçar o caixa do parceiro europeu.
O Botafogo considera que os negócios funcionaram como “empréstimos emergenciais”, e agora cobra compensação. O clube detalhou os valores nas negociações:
No caso de Luiz Henrique, a quantia não foi divulgada, mas o nome do atacante também aparece na cobrança. A carta reforça que o Lyon já assinou contrato para comprar os direitos econômicos de Savarino em março de 2025.
Ainda conforme o texto, os valores totais que o Botafogo busca reaver ultrapassam R$ 591 milhões na cotação atual. A diretoria já acionou a Justiça para cobrar parte da quantia, especialmente as transações envolvendo Almada e Igor Jesus.
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