O atacante Rony enfrentou uma das semanas mais turbulentas desde que chegou ao Atlético-MG. Após ajudar o clube a garantir vaga nas oitavas de final da Sul-Americana, o jogador se viu no centro das atenções, não apenas pelos pênaltis, mas também por uma crise financeira nos bastidores e pela forte reação da torcida.
Durante a partida contra o Bucaramanga-COL, válida pela competição continental, Rony foi alvo de vaias desde o anúncio do nome até o apito final. Mesmo pressionado, ele decidiu se pronunciar e explicou, pela primeira vez, os motivos do pedido de rescisão contratual e os bastidores que envolveram sua permanência no clube.
Segundo Rony, essa foi a primeira vez em sua carreira que enfrentou hostilidade dos torcedores enquanto vestia a camisa de um clube.
“Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo e é muito estranho. É muito estranho você jogar no clube, e a torcida vaiar quando você pega na bola. Isso me fortalece ainda mais. A gente sabe que só com o trabalho você consegue chamá-los para o seu lado. Jamais vou retrucar, jamais vou xingar eles e isso não é minha índole. Fico calado, trabalho calado”, disse.
A crise se aprofundou quando, na última terça-feira, Rony acionou a Justiça para pedir a rescisão unilateral de contrato. O atacante alegou atrasos no pagamento de FGTS, luvas e principalmente direitos de imagem.
No entanto, ele acabou desistindo da ação após conversar com os dirigentes do Atlético-MG.
“Cada um tem o direito de procurar os seus direitos. Conversamos com o Paulo, conversamos com o Victor, conversei com o presidente também sobre o que aconteceu. Explicamos e eles entenderam. Muitas das vezes, você tem que ser o patinho feio para tentar solucionar algumas coisas. Fico feliz de ter ajudado meus companheiros fora de campo, mas como vocês sabem bem, a internet é muito podre. Muita gente me coloca como o vilão da história”, relatou o atacante.
O episódio trouxe à tona uma crise maior no elenco. Outros jogadores do Atlético também notificaram o clube por atrasos salariais, embora não tenham levado o caso à Justiça. Diante da situação, o acionista da SAF, Rubens Menin, reuniu o grupo e prometeu quitar as dívidas até o fim da próxima semana.
Além do imbróglio judicial, Rony também comentou sobre rumores de transferência para o futebol do Catar. No entanto, ele negou que tenha recebido propostas e reafirmou o compromisso com o clube mineiro.
“Não. Se chegou, eu não estava sabendo, mas não tem nenhuma proposta, nenhuma negociação. Eu sou funcionário do Galo e eu vou honrar essa camisa com todas as minhas forças, como eu faço. E a minha cabeça, eu acho que, nesse momento, não pensa em proposta, até porque não tem nada”, afirmou.
“Todo mundo sabe o sonho que tenho de jogar fora do Brasil. Se vier uma proposta, que passe para a diretoria, que apresente para nós. Se for bom para mim, se for bom para a diretoria, se for bom para ambos, quem sabe aconteça, mas não tem nada”, concluiu.
soccer Redator com ampla experiência na cobertura de esportes, games, tecnologia e entretenimento. Acompanha de perto o futebol brasileiro e internacional no The Playoffs, trazendo bastidores, curiosidades e os principais destaques do mundo da bola.
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