Técnico do Anaheim Ducks entra para seleto grupo da NHL após vitória emocionante com diversas viradas e consolida retorno marcante à liga
Joel Quenneville escreveu mais um capítulo memorável na história da NHL na vitória dramática do Anaheim Ducks por 6 a 5 sobre o Edmonton Oilers nesta quarta-feira (25). O triunfo, decidido nos minutos finais, garantiu ao veterano treinador sua 1.000ª vitória na temporada regular como head coach – marca alcançada por apenas dois nomes em todos os tempos.
O feito colocou Quenneville ao lado do lendário Scotty Bowman, líder histórico em vitórias na liga. Bowman encerrou sua carreira com 1.244 triunfos, estabelecendo um padrão quase inalcançável na NHL. Agora, Quenneville integra oficialmente esse grupo exclusivo, reforçando seu status entre os maiores técnicos da história do esporte.
With the win Joel Quenneville becomes just the 2nd NHL coach all-time to win 1000 games behind the bench 👏🔥 https://t.co/gT0otecz14 pic.twitter.com/YmcHVTvgys
— Gino Hard (@GinoHard_) February 26, 2026
A maneira como a vitória aconteceu tornou a noite ainda mais especial. Os Ducks precisaram reagir a dois déficits de dois gols e ainda superar outra desvantagem no terceiro período. A equipe marcou quatro vezes na etapa final, incluindo o gol decisivo de Cutter Gauthier a pouco mais de um minuto do fim.
Foi a oitava vitória de Anaheim na temporada após estar perdendo por múltiplos gols – a maior marca da NHL nesse quesito. Mais do que estatística, o número simboliza a identidade construída por Quenneville, recheada de resiliência, disciplina tática e confiança até o último segundo.
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O resultado também teve peso direto na classificação da temporada. Os Ducks, que não disputavam os playoffs desde 2018, aparecem entre os primeiros colocados na corrida da Conferência Oeste. Em sua primeira temporada no comando da equipe, Quenneville transformou um elenco desacreditado em competidor legítimo, impulsionado por jovens promissores e uma base veterana produtiva.
A trajetória de Quenneville na NHL é longa e consistente. Ele alcançou a marca histórica no jogo número 1.825 como treinador principal, acumulando passagens relevantes por diferentes franquias. Seu período mais emblemático ocorreu no comando do Chicago Blackhawks, onde conquistou três Stanley Cups e encerrou um jejum de 59 anos sem título da franquia em 2010.
Antes disso, já havia levado o St. Louis Blues a sete participações consecutivas nos playoffs. Também comandou o Colorado Avalanche e, mais tarde, o Florida Panthers, mantendo padrão elevado de competitividade.
Como jogador, atuou por 13 temporadas na NHL, experiência que moldou seu estilo firme e detalhista à beira do gelo. Ao longo de 26 temporadas como técnico, levou suas equipes aos playoffs em 20 oportunidades – índice que reforça sua consistência em diferentes eras do esporte.

A marca das 1.000 vitórias também simboliza redenção profissional. Quenneville ficou afastado da NHL por quatro anos após renunciar ao cargo nos Panthers em 2021, em meio às repercussões do escândalo envolvendo o Chicago Blackhawks e o ex-jogador Kyle Beach. A suspensão foi revogada em 2024 após avaliação do comissário Gary Bettman, que considerou que o treinador demonstrou remorso e buscou aprendizado institucional.
Desde sua volta, Quenneville enfatiza foco absoluto no desempenho esportivo e na liderança responsável. A campanha atual em Anaheim indica que sua capacidade de formar grupos competitivos permanece intacta.
Aos 67 anos, ele demonstra a mesma ambição de sempre. Para Quenneville, o número 1.000 é consequência de um objetivo permanente: competir constantemente por títulos. Agora, consolidado entre os maiores da NHL, ele mira não apenas recordes, mas a possibilidade de adicionar mais uma Stanley Cup a uma carreira já lendária.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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