O técnico do Mirassol, Rafael Guanaes, abriu o jogo sobre a recusa a proposta para treinar o Botafogo. Procurado após a saída de Davide Ancelotti, o treinador optou por continuar no Leão Caipira para a próxima temporada e explicou os motivos da decisão.
“Houve outras situações que não vêm ao caso, como o Botafogo, mas aquilo que eu tinha definido com o Mirassol, junto com meu empresário e minha família, já estava desenhado”, disse.
“A partir do contato com o clube sobre uma sequência, avaliamos os dois lados e vimos com bons olhos a continuidade desse trabalho. Acredito que os melhores resultados vêm ao longo do tempo, com mais produtividade, mantendo as ideias na espinha dorsal, como estamos fazendo. Isso é muito atrativo”, completou.
O treinador reforçou que a identificação com o clube e a estabilidade familiar foram fatores determinantes para permanecer no Mirassol.
“O clube representa aquilo que eu desenho para mim e para minha família, e é assim que também contribuo com o Mirassol”, destacou.
Em 2025, Rafael Guanaes foi um dos responsáveis pela campanha histórica do Mirassol no Campeonato Brasileiro. O Leão Caipira terminou a competição na 4ª posição e garantiu vaga na fase de grupos da Libertadores.
O treinador já projeta o torneio continental e revelou o sonho de treinar a equipe do interior paulista em La Bombonera, contra o Boca Juniors.
“Eu gostaria de conhecer La Bombonera. Pela tradição, pela camisa, pelos argentinos em si. Já conheci Buenos Aires, fiz curso lá, gosto de treinadores argentinos como Simeone e Bielsa”, destacou.
Guanaes admite que jogar na casa de um dos clubes mais tradicionais da América do Sul seria desafiador, mas extremamente motivador.
“Imagino o quanto deve ser difícil jogar lá, mas, pensando no cenário todo e nos aspectos emocionais, é muito motivador disputar um jogo desse nível. Ainda mais olhando de onde eu vim, a Libertadores ainda parece distante. Seria um sonho realizado jogar contra o Boca na Bombonera.”
O treinador brincou ao comentar sobre jogos em condições extremas, como na altitude: “Jogar na altitude, estou fora (risos).”
Apesar do sonho de grandes confrontos, Guanaes deixou claro que o planejamento do clube precisa ser pautado com equilíbrio, humildade e sabedoria.
“Sendo muito sincero, precisamos pautar nosso planejamento com equilíbrio, humildade e sabedoria. As prioridades são o Brasileiro e iniciar bem o Paulista, que é muito difícil, talvez o estadual mais equilibrado do país.”
“Estamos focados no Paulista e, logo na sequência, em começar bem o Brasileiro. Não podemos perder o foco. A Libertadores começa em abril, temos uma estrada muito longa. Vamos jogo a jogo, entendendo os resultados, para lá na frente estarmos bem preparados”, finalizou.
Rafael Guanaes iniciou sua carreira como treinador no Joseense, no interior de São Paulo. Ao longo da trajetória, acumulou passagens por União São João, São Carlos, Monte Azul, Votuporanguense, categorias de base do Athletico-PR, Sampaio Corrêa, Tombense, base do Cruzeiro, Grêmio Novorizontino, Operário e Atlético-GO, até chegar ao Mirassol.
No Leão Caipira, Guanaes foi um dos pilares da campanha histórica no Campeonato Brasileiro, que garantiu ao clube uma vaga inédita na fase de grupos da Libertadores. Ao todo, comandou a equipe em 38 jogos, com 18 vitórias, 13 empates e apenas sete derrotas.
soccer Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, com sólida atuação na cobertura esportiva mineira. Apaixonado por comunicação e pelo universo do esporte, possui experiência como comentarista, setorista, social media e redator, atuando tanto no futebol profissional quanto em clubes amadores. Entusiasta dedicado de tudo que envolve o jogo dentro das quatro linhas.
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