Relação estremecida com os 49ers torna continuidade do recebedor na franquia improvável
A novela envolvendo Brandon Aiyuk segue agitando o ambiente em San Francisco. No sábado (22), Kyle Shanahan confirmou a informação divulgada pelo The Athletic: o San Francisco 49ers decidiram anular as garantias restantes do contrato do wide receiver — cerca de US$ 27 milhões previstos para 2026. A medida é rara, praticamente sem precedentes, e o próprio treinador reconheceu a singularidade da decisão.
Aiyuk está afastado desde a grave lesão no joelho sofrida na semana 7 da temporada 2024 e não participa das atividades da equipe há vários meses. Segundo o relatório, ele deixou de comparecer a reuniões e se recusou a participar de alguns programas obrigatórios. O jogador não contestou a decisão, o que indica que a relação entre as partes está desgastada.
Shanahan, cauteloso, evitou revelar detalhes, mas destacou o caráter excepcional do episódio:
“Nunca passei por uma situação em que um contrato fosse cancelado. Treino há mais de vinte anos e jamais vi algo assim dentro de uma organização da NFL”, afirmou o head coach dos 49ers.
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Dentro de campo, o cenário segue completamente indefinido. Shanahan diz ainda esperar um retorno do recebedor nesta temporada, embora Aiyuk não tenha sido liberado pelo departamento médico para retomar os treinos. A previsão inicial era de que ele voltaria no começo de novembro, mas os avanços esperados não ocorreram. O jogador permanece na lista de indisponíveis, sem prazo concreto para retorno.
Enquanto isso, cresce a possibilidade de uma separação definitiva. Os 49ers podem dispensar Aiyuk sem pagar qualquer valor adicional, embora o movimento gere cerca de US$ 30 milhões em dead money, que poderiam ser distribuídos por duas temporadas. Resta saber qual franquia estaria disposta a apostar em um atleta que não entra em campo há quase dois anos e cujo comportamento interno vem sendo questionado.
Depois de uma temporada 2023 em nível de All-Pro, Aiyuk disputou apenas sete jogos antes de se machucar. Aos 27 anos, sua continuidade em San Francisco parece mais ameaçada do que nunca.
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