O atacante Hulk anunciou que decidiu não usar mais a faixa de capitão do Atlético-MG. Segundo ele, a escolha foi feita após uma conversa direta com o técnico Jorge Sampaoli. O motivo, de acordo com o jogador, é a dificuldade que enfrenta para exercer plenamente as funções de capitão, especialmente na relação com os árbitros.
“Decidi não usar mais a faixa de capitão. Conversei com o Sampaoli, pedi para não usar mais, para não me expor tanto, porque eu não poderia exercer minha função“, disse o camisa 7 na zona mista após a vitória por 1 a 0 sobre o Bolívar, nesta quarta-feira (25), na Arena MRV, em jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana. Com o resultado, o time mineiro garantiu vaga na semifinal da competição.
“O capitão é o representante dos jogadores dentro de campo. Quando iniciamos a temporada, o comitê de arbitragem dá uma palestra para nós, e fica claro que só quem pode se comunicar com o árbitro é o capitão. E quando a gente vai se comunicar – a gente não, eu – porque eu vejo outros capitães darem peitada no árbitro e não acontecer nada”, complementou.
Hulk também criticou o tratamento que recebe dos árbitros em comparação com outros jogadores. Ele relembrou sua expulsão em uma partida contra o Palmeiras, classificando o episódio como “loucura” e “bizarro”, e apontou a falta de consequências para o árbitro envolvido.
“O árbitro que me expulsou contra o Palmeiras foi uma loucura, e até hoje não deu em nada, acho ridículo. Passou batido. Tinha que ser averiguado e não foi.”
Diante do que considera uma falta de equidade e respeito, Hulk afirmou que sua decisão é definitiva. Para ele, não faz sentido continuar com a braçadeira se não tem liberdade para exercer a liderança da forma esperada.
“Sou eu que vou mudar isso? Não. A partir de hoje não uso mais a faixa de capitão no Galo porque infelizmente eu não poderia exercer a função.”
O ex-capitão também comentou sobre o futuro no Atlético-MG. Questionado se irá cumprir seu contrato, que vai até o fim de 2026, o camisa 7 falou que a prioridade é permanecer no clube, mas deixou em aberto uma possível saída.
“Eu tenho mais um ano de contrato. Eu respeito muito o Galo. A prioridade é ficar, mas se não tiver que ficar, vai ser uma conversa. Vamos ver, vamos esperar”, disse, em entrevista na zona mista.
Agora, após garantir vaga na semifinal da Copa Sul-Americana, o Atlético-MG concentra suas atenções no Campeonato Brasileiro, onde vive situação delicada. O Galo é atualmente o 16º colocado com 25 pontos, três a mais que o Vitória, primeira equipe na zona de rebaixamento.
O time mineiro volta a campo neste sábado, quando recebe o Mirassol, às 21 horas (horário de Brasília), na Arena MRV, pela 26ª rodada da competição.
soccer Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, com sólida atuação na cobertura esportiva mineira. Apaixonado por comunicação e pelo universo do esporte, possui experiência como comentarista, setorista, social media e redator, atuando tanto no futebol profissional quanto em clubes amadores. Entusiasta dedicado de tudo que envolve o jogo dentro das quatro linhas.
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