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Kawhi é acusado de receber US$ 28 milhões de empresa do dono dos Clippers

Lucca Hoelzle

Jogador assinou contrato de patrocínio com companhia de Steve Ballmer mas nunca participou de campanhas ou eventos

O jornalista Pablo Torre realizou uma grave denúncia nesta quarta-feira (3) envolvendo o ala Kawhi Leonard e o Los Angeles Clippers. Torre contou, em um episódio de seu podcast ‘Pablo Finds Out’, que o jogador teria recebido US$ 28 milhões em um acordo de patrocínio com a empresa Aspiration. No entanto, ele nunca realizou nenhuma ação pública para promover a companhia, que pertence a Steve Ballmer, acionista majoritário dos Clippers.

O jornalista conduziu entrevistas com ex-funcionários da empresa, que atuava no ramo de plantação de árvores e declarou falência recentemente. E, segundo os profissionais, a prática não passou de uma forma de “driblar” o teto salarial estabelecido pela NBA, fazendo com que o atleta recebesse valores maiores que os firmados em contrato.

Nos documentos obtidos por Torre, constava na lista de credores da empresa a KL2 Aspire, companhia que está no nome de Leonard. Mas, o contrato assinado pelo ala e pela Aspiration contava com uma cláusula que removia a obrigatoriedade de participação em eventos ou campanhas que “não estivessem alinhados com suas crenças pessoais”.

Além disso, ele continuaria sendo pago durante todo o período em que estivesse sob contrato nos Clippers. Torre acrescentou que Ballmer pode ser alvo de investigações também por parte do governo federal dos Estados Unidos, por possível fraude.

Prática é vetada pela liga e associação de jogadores

A prática de pagamentos fora dos valores estabelecidos em contrato aos atletas por parte das franquias é expressamente proibida pela NBA. E a proibição está descrita formalmente no acordo de barganha coletivo assinado em conjunto pela liga e pela associação de jogadores.

Até então, a NBA não se pronunciou sobre o caso. Porém, diante da gravidade da denúncia, deve organizar uma investigação sobre o acordo para definir se o acordo em questão violou ou não as regras do acordo coletivo. Kawhi Leonard, a princípio, optou por não se pronunciar sobre o caso.

Timberwolves sofreram punição por caso parecido

Ainda no ano de 1999, o Minnesota Timberwolves sofreu uma punição severa por um caso semelhante ao denunciado por Pablo Torre. Na ocasião, a franquia convenceu o ala Joe Smith a assinar um contrato com um salário menor que o sugerido por seu valor de mercado, com a promessa de que ele ganharia um aumento generoso em um próximo acordo.

A liga descobriu e, logo em seguida, retirou três escolhas de primeira rodada de Draft da equipe. A pena prejudicou amplamente as ambições dos Wolves que, então liderados por Kevin Garnett, tentavam montar um elenco capaz de competir em alto nível na Conferência Oeste.

Caso a NBA confirme a veracidade da denúncia e entenda que a prática seja ilegal, os Clippers podem sofrer punição parecida. Vale lembrar que, por conta de acordos recentes, Los Angeles só volta a controlar suas escolhas de primeira rodada em 2030.

Kawhi assinou com a equipe durante a offseason de 2019, ainda como um agente livre, em um contrato de três anos e US$ 103,3 milhões. Desde então, já acertou duas extensões máximas. A primeira em 2021, por quatro anos e US$ 176,2 milhões, e a segunda no passado, por três anos e US$ 149,5 milhões.

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Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.

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