Notícias
Guia NBA 2025/26
Classificação
Times
Palpites
Casas de Apostas
Guias
NBA NBA
Notícias Guia NBA 2025/26 Classificação Times Palpites Mais
18+ | Jogue com responsabilidade | Aplicam-se os Termos e Condições | Conteúdo Comercial | Conteúdo Publicitário | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento

Patrick Ewing faz 63 anos: relembre a lenda que marcou época

Equipe The Playoffs

Pivô foi o grande nome do New York Knicks durante as décadas de 80 e 90

O jogo da NBA hoje pertence, essencialmente, aos armadores e alas, com foco na transição rápida e nos arremessos de três pontos. Mas houve um tempo em que os pivôs reinavam absolutos na maior liga de basquete do mundo. Um desses gigantes foi Patrick Ewing, que comemora seus 63 anos neste 5 de agosto. Uma boa oportunidade para o The Playoffs relembrar a trajetória dessa lenda mundial dos anos 80 e 90.

Nascido em Kingston, na Jamaica, Patrick Ewing se mudou para os Estados Unidos aos 13 anos, indo viver nos arredores de Boston. Na nova terra, deixou de lado o futebol e o críquete para se dedicar ao basquete na Cambridge Rindge and Latin School, onde conquistou três títulos estaduais entre 1979 e 1981.

Considerado um dos melhores jogadores colegiais do país, Ewing chegou a cogitar a Universidade da Carolina do Norte, mas desistiu após saber que uma convenção da Ku Klux Klan estava sendo realizada nas proximidades do campus no mesmo período de sua visita. Assim, optou por Georgetown.

Sob o comando do lendário técnico John Thompson, falecido em 2020, Ewing brilhou por quatro anos. Foi campeão da NCAA em 1984 — um título que vingou a dolorosa derrota sofrida dois anos antes para North Carolina, liderada por um certo Michael Jordan, decisivo no fim daquele confronto. MVP do Final Four de 1984, duas vezes eleito Jogador do Ano da Big East e premiado como Jogador Universitário do Ano em 1985, Ewing chegou à NBA no mesmo ano.

Patrick Ewing e a trajetória memorável nos Knicks

Escolhido como a primeira escolha do Draft de 1985 pelo New York Knicks, após uma loteria bastante controversa, Ewing chegou a Nova York como a grande esperança de uma franquia que vinha de uma campanha de 24 vitórias e 58 derrotas. Com a responsabilidade de mudar os rumos do time, o pivô levou os Knicks de volta aos playoffs em sua terceira temporada e rapidamente se consolidou como uma das maiores estrelas da liga — inclusive lançando uma linha de tênis que se tornaria icônica.

Mas seria apenas com a primeira aposentadoria de sua principal pedra no sapato, Michael Jordan, que Ewing alcançaria as finais da NBA, em 1994. Do outro lado, enfrentou outro gigante da posição: Hakeem Olajuwon. Limitado por seu adversário direto, Ewing teve médias discretas na série (18,9 pontos com apenas 36,9% de aproveitamento) e viu escapar sua única chance real de conquistar o título da NBA. Com os Knicks liderando a série por 3 a 2 após o Jogo 5, o time nova-iorquino perdeu os dois jogos seguintes — o decisivo Jogo 7 com atuação dominante de Olajuwon: 25 pontos, 10 rebotes, 7 assistências e 3 tocos.

Os Knicks voltariam às finais cinco anos depois, mas dessa vez sem seu lendário pivô. Lesionado na final da Conferência Leste contra os Pacers, Ewing ficou de fora da série decisiva, onde viu do banco seus companheiros serem derrotados pelo San Antonio Spurs de Tim Duncan e David Robinson, em apenas cinco jogos.

Pivô arriscou breve carreira como técnico

Depois disso, seguiram-se três anos de declínio, ainda que ele tenha ajudado os Knicks a chegar novamente às finais do Leste em 2000. Passagens rápidas e sem brilho por Seattle e Orlando encerraram sua carreira em 2002, pouco antes de completar 40 anos.

Onze vezes All-Star, dez vezes eleito para os All-NBA Teams, membro do Hall da Fama desde 2008 e peça fundamental das seleções dos EUA campeãs olímpicas em Los Angeles (1984) e Barcelona (1992), Patrick Ewing segue sendo uma referência no mundo do basquete. É, ao lado de nomes como Karl Malone, John Stockton e Charles Barkley, um dos maiores jogadores da história que nunca conquistaram um título da NBA.

Logo após se aposentar, iniciou sua carreira como assistente técnico, com passagens por Wizards, Rockets, Magic e Bobcats. Em 2017, assumiu como técnico principal de Georgetown, sua antiga universidade. A experiência durou até 2023, com aproveitamento modesto de 41% e apenas uma ida ao March Madness. Desde então, Ewing retornou à sua casa espiritual: os Knicks, onde atua como embaixador da franquia.

Estatísticas da carreira na NBA (1.183 jogos): 21,0 pontos, 9,8 rebotes e 1,9 assistências por jogo.

O portal dos esportes americanos no Brasil!

Leia mais