Sempre polêmico, Demarcus Cousins declarou que 'acredita ter feito o suficiente' para ter a camisa 15 aposentada nos Kings
Foto: Kelley L Cox-USA TODAY Sports
Fora da NBA desde 2022 e oficialmente aposentado em 2024, DeMarcus Cousins ainda se vê como um dos grandes nomes da história recente do Sacramento Kings. Em entrevista ao Straight Game Podcast, o pivô de 34 anos afirmou que gostaria de ver sua camisa 15 aposentada pela franquia – e deixou claro que acredita ter feito o suficiente para merecer a homenagem.
“Obviamente, seria uma honra. É algo que sempre quis. Acho que fiz por merecer. Fiz o que precisava ser feito para estar lá em cima. É político…mas quanto ao trabalho dentro de quadra, acho que fiz minha parte”, afirmou Cousins, também levantando um questionamento sobre o merecimento.
DeMarcus Cousins believes he’s done enough to have his jersey retired in Sacramento:
"Obviously it would be an honor. That was something that I definitely wanted and strived for as far as why I tried to go out and perform every single night. Accolade-wise, I feel like I did all… pic.twitter.com/lQF9nmyV8M
Durante seus sete anos em Sacramento, Cousins teve médias de 21,1 pontos, 10,8 rebotes e três assistências em 470 jogos. Foi eleito três vezes All-Star e duas vezes para o All-NBA Second Team, além de conquistar uma medalha de ouro olímpica com a seleção dos EUA em 2016.
Porém, apesar do talento inegável, os Kings nunca conseguiram traduzir seu desempenho em resultados concretos. A equipe não foi aos playoffs em nenhuma das temporadas em que Cousins esteve presente, acumulando um aproveitamento de apenas 36,6% (172 vitórias e 298 derrotas). Ele também lidera a franquia em um recorde nada desejado: é o maior responsável por turnovers da história do time, com 1.624.
Atualmente, os Kings aposentaram 11 camisas – incluindo as de lendas como Chris Webber, Vlade Divac, Mitch Richmond e Nate Archibald. Cousins ainda não entrou nesse seleto grupo, mas o debate sobre seu legado está aberto.
É inegável que Boogie foi o rosto da franquia por quase uma década. Carismático, dominante e emocional, ele deu razão para os torcedores acreditarem em algo durante a década passada. Além disso, mesmo com passagens posteriores por Warriors, Rockets, Clippers, Bucks, Nuggets e Pelicans, é em Sacramento que seu nome permanece mais vivo.
A questão que divide opiniões é simples: talento e impacto individual devem pesar mais que a ausência de resultados coletivos? Para Cousins, a resposta é sim. E ele não está sozinho nessa avaliação. O tempo dirá se os Kings irão atender ao pedido – ou se sua camisa 15 continuará fora dos holofotes, apesar do peso que teve em quadra.
Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.