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Os 8 melhores free agents ainda disponíveis na NBA

Lucca Hoelzle

Um mês depois da abertura da free agency, nomes importantes ainda estão no mercado

Nesta semana, completamos um mês de free agency da NBA. A maioria dos nomes mais cobiçados já resolveram suas situações ao longo do último mês. Entre renovações, como as de Kyrie Irving e James Harden, e novos destinos, como são os casos de Nickeil Alexander Walker no Atlanta Hawks e Myles Turner no Milwaukee Bucks, restam poucas opções no mercado.

No entanto, alguns jogadores de ótimo nível ainda estão negociando seus novos contratos. O grande destaque fica por conta dos agentes livres restritos, que dificilmente mudarão de time mas se encontram em situações inesperadas. Detalharemos todas elas mais à frente.

Agora, com os training camps programados para setembro, o mês de agosto é fundamental para que esses nomes possam finalmente assinar seus vínculos e se apresentarem para a nova temporada.

O The Playoffs, portanto, separou os sete melhores free agents ainda disponíveis na NBA. Confira!

Josh Giddey (Chicago Bulls) – Restrito

Josh Giddey deixou o Oklahoma City Thunder em baixa, depois de ser retirado da rotação durante os playoffs de 2024. De quebra, viu seus ex-companheiros erguerem o troféu Larry O’Brien no fim do último mês de junho. No entanto, conseguiu dar a volta por cima no Chicago Bulls e terminou a temporada em alta.

Depois de pedir para sair do ex-time quando descobriu que não seria mais titular, o australiano reencontrou seu melhor basquete e teve as melhores médias da carreira em assistências (7,2), rebotes (8,1), roubos de bola (1,2) e aproveitamento do perímetro (37,8%).

O desempenho foi ainda melhor após a parada para o All-Star Game, quando registrou médias próximas a de triplo-duplo com 21,2 pontos por partida, além de  45,7% nas bolas de três, uma das grandes deficiências de seu jogo até então.

Apesar do bom retrospecto, Giddey se encontra em uma situação desconfortável, que compartilha com outros três companheiros de free agent restrita. O jogador tem seus direitos ligados aos Bulls, portanto, a franquia pode cobrir qualquer oferta realizada por ele. Além disso, nenhuma equipe tem espaço salarial suficiente para fazer uma proposta justa pelos seus serviços. 

A tendência, portanto, é de que o armador permaneça em Chicago. Mas, diante da desvantagem evidente na negociação, pode acabar deixando alguns dólares valiosos na mesa.

Quentin Grimes (Philadelphia 76ers) – Restrito

O panorama vivido por Quentin Grimes é bem semelhante ao de Giddey. O armador viveu os melhores dias da carreira pelo Philadelphia 76ers, e a franquia só tem a ganhar com a renovação de seu contrato, visto que se trata de um nome importante da rotação. 

Porém, em termos de mercado, o jogador também não tem nenhum poder de barganha na negociação. Em levantamento publicado recentemente pelo The Athletic, diversos executivos ao redor da NBA acreditam que um valor justo para ambas as partes em um novo contrato estaria próximo da mid-level exception (cerca de US$ 14,5 milhões).

Contudo, resta saber se as cifras agradam ao armador e se as partes concordam no tempo de contrato. Grimes foi a grande surpresa dos Sixers na última temporada, com médias de 21,9 pontos, 5,2 rebotes e 4,5 assistências desde que chegou do Dallas Mavericks durante o trade deadline. 

Jonathan Kuminga (Golden State Warriors) – Restrito

Teoricamente, a situação de Jonathan Kuminga é parecida com a dos jogadores mencionados acima. Na prática, entretanto, é ainda mais complicada. Nem o jogador e nem o Golden State Warriors parecem interessados em uma reunião, e os dois estão dispostos a seguir caminhos diferentes. 

Mas, os Warriors não querem perder Kuminga, sétima escolha do Draft de 2021, de graça. E é aí que começam os obstáculos. O acordo de barganha coletiva (CBA) em vigência, termo assinado coletivamente pela liga e pelos jogadores definindo diretrizes contratuais, dificulta uma possível sign-and-trade por conta das regras salariais. 

O ala já recusou duas propostas contratuais de Golden State, que por sua vez não gostou dos pacotes oferecidos por Sacramento Kings e Phoenix Suns pelo jogador. Caso os dois lados não cheguem a um acordo, o congolês pode acionar a oferta qualificatória. Assim, receberia US$ 7,9 milhões na próxima temporada, sem poder ser trocado, e se tornaria um agente livre irrestrito na offseason de 2026.

Cam Thomas (Brooklyn Nets) – Restrito

Fechando o quarteto de agentes livres restritos, Cam Thomas também faz parte de um caso onde jogador e franquia parecem longe de concordar sobre o valor real de seus serviços. O armador já recusou uma oferta do Brooklyn Nets de cerca de US$ 14 milhões anuais, e as negociações continuam.

No entanto, a equipe não parece disposta a aumentar muito os valores. E, caso Thomas também não aceite uma quantia menor, aceitar a oferta qualificatória também pode ser uma saída. No entanto, neste caso, ele teria um salário de apenas US$ 6 milhões, bem menor do que poderia receber dos próprios Nets. 

Durante a última temporada, o jovem entrou em quadra em apenas 25 oportunidades, mas somou médias de 24 pontos, 3,3 rebotes e 3,8 assistências. 

Al Horford – Irrestrito

Não se deixe levar pela idade avançada de Al Horford. Com 39 anos recém-completados, o dominicano não é nenhum LeBron James, mas segue sendo uma peça de garrafão para lá de confiável. Seu desempenho recente no Boston Celtics, por sinal, o credencia como talvez o melhor atleta da posição de pivô ainda disponível no mercado. 

As médias de nove pontos, 6,2 rebotes e 2,1 assistências conquistadas na última temporada são relativamente tímidas. Porém, não passam nem perto de ilustrar a contribuição do veterano em quadra. Excelente defensor, Horford segue se virando muito bem na proteção de aro e até mesmo no perímetro, contra jogadores mais ágeis e habilidosos. 

Ele segue despertando forte interesse do Golden State Warriors que, por sinal, tinham a expectativa de que o pivô assinasse um contrato nas últimas semanas. No entanto, a aposentadoria também segue sendo uma opção.

Russell Westbrook – Irrestrito

Depois de anos tortuosos na Califórnia, defendendo as cores dos rivais Los Angeles Lakers e Los Angeles Clippers, Russell Westbrook parecia ter encontrado uma nova casa no Colorado. Durante toda a temporada, o armador foi o grande nome do banco de reservas do Denver Nuggets, sendo parte importante do sucesso do time e formando uma boa parceria com Nikola Jokic. 

Já na reta final, no entanto, a situação começou a piorar. Primeiro, apareceu como um dos pivôs das demissões do treinador Michael Malone e do general manager Calvin Booth, que não concordava com a minutagem proporcionada ao veterano. Em seguida, o excelente desempenho na primeira rodada dos playoffs, justamente diante dos Clippers, ajudou a apagar as desconfianças. 

Essas mesmas desconfianças, entretanto, se multiplicaram na rodada seguinte, diante de outro ex-time de Westbrook, o Oklahoma City Thunder. O jogador voltou a sofrer com o aproveitamento nas bolas de três pontos, acertando míseros 21,9% ao longo dos sete jogos. Assim, acabou recusando a player option a que tinha direito ao fim da campanha e encerrou sua passagem. 

Apesar da reta final amarga, o MVP da liga em 2017 ainda pode ser um nome útil para times que buscam um armador vindo do banco. Além disso, seus últimos contratos vem sendo cada vez mais modestos financeiramente. O jogador interessa, entre outras equipes, ao Sacramento Kings.

Gary Payton II – Irrestrito

Um dos jogadores mais voluntariosos da NBA ao longo dos últimos anos, Gary Payton II tem o perfil que se encaixa em qualquer elenco. Ótimo defensor de perímetro, acertou 40,7% de seus arremessos da zona morta na última temporada de Golden State. Além disso, deve estar disponível através de um contrato amigável.

A única questão do armador costuma ser a física, visto que perdeu 58 jogos nas últimas duas campanhas combinadas. Atualmente, sua contratação é disputada por quatro equipes, incluindo Los Angeles Lakers e os próprios Warriors.

Malcolm Brogdon

Por falar em problemas físicos, chegamos ao último dos armadores veteranos da lista. Malcolm Brogdon é um excelente passador, cria bons arremessos de três pontos para si e para os companheiros e é um verdadeiro general dentro de quadra. O grande problema? Ele só é capaz de fazer tudo isso quando está fisicamente apto. 

E, nas duas últimas temporadas, por Portland Trail Blazers e Washington Wizards, esteve longe de seus melhores dias no aspecto. Assim, disputou apenas 63 dos 164 compromissos possíveis. Apesar disso, é um armador cerebral com vasta experiência na NBA, perfil valorizado por praticamente todos os times da liga.

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Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.

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