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Apesar de diversas trocas estarem certas, nenhuma delas foi oficializada pelos Celtics ainda. O que atrasa a formalização desses negócios?
Desde meados de abril, o Boston Celtics realizou oficialmente apenas uma movimentação oficial. Dessa forma, a assinatura do contrato de calouro do ala Hugo Gonzalez, escolhido na primeira rodada do NBA Draft de 2025, representa o último movimento da franquia. No entanto, diversas transações anunciadas pela mídia, como a troca de Jrue Holiday com os Blazers e o envio de Kristaps Porzingis para os Hawks, ainda não foram oficializadas pelo time.
Embora a NBA tenha autorizado que os times anunciem trocas e contratações desde o dia 6 de julho, os Celtics ainda não confirmaram essas operações publicamente. Isso levanta uma questão clara. Afinal, o que está atrasando a formalização dessas negociações?
President Stevens 🫡
— Boston Celtics (@celtics) April 30, 2024
Congrats Brad on being named @NBA Basketball Executive of the Year pic.twitter.com/bEW6vbxxRL
A resposta mais plausível para o adiamento é que os Celtics planejam mais mudanças. As trocas de Holiday e Porzingis, que somam US$ 63,1 milhões em salários, e a saída de Luke Kornet para os Spurs indicam que a franquia está promovendo um ajuste financeiro. A expectativa é que o time fique abaixo do segundo teto da luxury tax da NBA (US$ 207,8 milhões).
Bem como, a ausência de Jayson Tatum por lesão em grande parte da temporada reduz drasticamente as chances reais de título. Assim, a equipe aproveita o momento para uma pequena reconstrução e aliviar sua folha salarial.
Entretanto, a inclusão dos salários de Luka Garza e Josh Minott, também contratados informalmente, coloca o total da folha em aproximadamente US$ 208,5 milhões. Este valor é ligeiramente maior que o permitido. Para regularizar a situação, Boston precisa cortar pelo menos US$ 1 milhão, mas há indícios de que a franquia pretende ir além e buscar uma redução mais agressiva, quem sabe até saindo totalmente da zona de taxação.
A maneira mais direta de cortar despesas seria reenviar Anfernee Simons, que chegou na troca por Holiday. Com salário de US$ 27,7 milhões para 2025-26 e contrato expirando, Simons pode ser um ativo atrativo para outras equipes. Como o acordo ainda não é oficial, os Celtics têm flexibilidade para ajustar a negociação e envolver um terceiro time que absorva o contrato do armador.
Além disso, Georges Niang, que ganharia US$ 8,2 milhões na próxima temporada, também pode ser incluído em uma nova troca visando aliviar a folha. Até mesmo Sam Hauser, ala com bom arremesso e valor de mercado, pode entrar nessa equação se o objetivo for abrir espaço e trazer um pivô de baixo custo.
Com a provável saída de Al Horford, o setor defensivo dos Celtics ficou fragilizado. Atualmente, o garrafão conta apenas com Neemias Queta, Garza, Xavier Tillman Sr. e o novato Amari Williams. Para um time que ainda deseja manter algum nível de competitividade, mesmo sem Tatum, investir em mais presença física no garrafão é essencial.
Diante disso, tudo indica que Brad Stevens ainda tem pelo menos uma jogada a fazer antes de formalizar todas as negociações. A expectativa da torcida é de que, ao final dessas movimentações, o elenco esteja mais equilibrado financeiramente – e tecnicamente ajustado para a temporada desafiadora que se aproxima.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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