Com menos de dois dias completos, a free agency deste ano na NBA já mudou o cenário de diversas franquias para a próxima temporada
Até o início da noite desta terça-feira (1), muita coisa já aconteceu e a free agency mudou o mundo da NBA para a próxima temporada. Assim, o período é uma esperança para as franquias que realmente tentarão competir e se fortalecer ou um alívio para as que precisam recomeçar. Apesar de um espaço limitado no salary cap para praticamente todas as equipes neste ano, mesmo assim alguns general managers fizeram mágica e conseguiram fortalecer seus elencos.
Contando as contratações, renovações e trocas, foram dezenas de jogadores que participaram das movimentações desde segunda-feira (30). No entanto, vale lembrar que as picks do Draft de 2025 da NBA e as trocas que aconteceram antes do período não entram no cálculo de free agency, mas sim da offseason de maneira geral. Dessa forma, vamos analisar quais foram as melhores contratações, renovações ou trocas realizadas até aqui exclusivamente na free agency.
Vale lembrar que não se trata apenas dos melhores nomes, mas também do encaixe com a franquia e do custo-benefício do contraro. Vamos as dez melhores movimentações até aqui, que estarão em ordem alfabética!
O que foi? Sign and trade, US$ 62 milhões por quatro anos.
Não é um nome que brilha os olhos, mas é exatamente o que os Hawks precisavam para competir. Isso porque Alexander-Walker é um jogador de perímetro que deve sair do banco e pode ser o pontuador reserva que a equipe precisa. Além nisso, “NAW” é um ótimo defensor e pode estar em quadra durante os momentos decisivos das partidas e da temporada da NBA.
Assim, cai perfeitamente com Trae Young e Dyson Daniels, que devem ser os titulares no perímetro.
O que foi? Troca, Nuggets enviaram Micheal Porter Jr. e uma escolha de primeira rodada de 2032.
Apesar do custo da troca, o negócio ainda saiu bom para os Nuggets. A franquia estava engessada por conta do salário de Porter Jr. e não podia contar com o jogador nos momentos mais delicados. Dessa forma, Denver precisou incluir uma escolha de primeira rodada, mas pegou um bom defensor e ótimo arremessador em Cam Johnson, que deve encaixar perfeitamente ao lado de Nikola Jokic e Jamal Murray.
Além disso, o ala ainda tem mais dois anos de contrato, com uma média de apenas US$ 22 milhões por ano.
O que foi? Contratação, um ano e sem valores divulgados.
É bem verdade que Brown foi pouco relevante na NBA em seis dos setes anos de sua carreira. No entanto, em 2022-23 o ala-armador foi crucial para Denver chegar ao primeiro título de sua história. Por sua versatilidade na defesa, cortes para a cesta no ataque e arremessos de três, Brown parece o role player perfeito para jogar com Jokic.
Assim, com ele e Cam Johnson a equipe se posiciona novamente para brigar por título em 2025-26.
O que foi? Contratação, quatro anos por US$ 53 milhões.
Se os Nuggets vem aí, os Rockets vem também. Isso porque, além de conseguir Kevin Durant pouco antes da free agency, Houston fez ótimas movimentações. Na temporada passada, a equipe de Ime Udoka já foi uma das melhores defesas em toda a NBA. No entanto, a equipe sofria no ataque, principalmente na criação de jogadas e nos arremessos de três.
Dessa forma, o ótimo custo-benefício do acordo com “DFS” fica ainda melhor quando o jogador é um sólido defensor e um bom arremessador de três pontos. O ala veterano se adapta a qualquer equipe, sem precisar mudar em nada o ótimo esquema de Houston.
O que foi? Renovação, dois anos por US$ 50 milhões.
Após a temporada acabar, os Rockets tinham uma decisão para tomar sobre VanVleet. Isso porque a equipe tinha a opção de aceitar ou recusar a cláusula para mais um ano de contrato no valor de US$ 45 milhões. Assim, a franquia foi inteligente e declinou a opção, optando por negociar um acordo muito mais barato com o armador.
Dessa forma, Houston conseguiu manter o que deve ser seu armador títular por um preço mais acessível. Além disso, manteve um veterano que já ganhou título e que gosta de momentos grandes como os playoffs da NBA.
O que foi? Contratação, três anos por US$ 28 milhões.
É bem verdade que Jerome não foi bem na série contra o Indiana Pacers na última temporada. Porém, não podemos esquecer do que foi o ano do armador pelo Cleveland Cavaliers. Além de concorrer para o prêmio de melhor sexto homem da NBA, Jerome é um ótimo arremessador e um sólido criador de jogadas. Ou seja, com Ja Morant na equipe ele deve desempenhar o mesmo papel e chega com um ótimo custo-benefício.
O que foi? Renovação, dois anos por US$ 24 milhões.
Para quem sonhou com Kevin Durant, assinar com Davion Mitchell talvez não seja a melhor coisa do planeta terra. Entretanto, Mitchell foi provavelmente o segundo melhor jogador de Miami nos playoffs do ano passado. O ala-armador é um monstro na defesa e se transformou em um bom jogador no ataque, arremessando e criando jogadas.
Na série contra Cleveland, por exemplo, teve 15 pontos, 6,3 assistências e 50% de aproveitamento nos arremessos de três. Para qualquer elenco esse jogador seria muito importante, mas para o Heat e por esse preço, é melhor ainda.
O que foi? Contratação, quatro anos por US$ 107 milhões.
Talvez a mais chocante contratação até aqui na free agency de 2025 da NBA. Após perder Brook Lopez, os Bucks conseguiram um dos melhores pivôs da Conferência Leste na última temporada. Além disso, tiraram o jogador do Indiana Pacers, um rival direto na briga da conferência. Com isso, Turner chega para dominar a vaga de titular, espaçar quadra na ataque e proteger o aro como poucos. Um ótimo encaixe para jogar ao lado de Giannis Antetokounmpo no garrafão.
O que foi? Renovação, cinco anos por US$ 125 milhões.
Apesar do preço total a média de US$ 25 milhões para Reid parece bastante justa. Isso porque o ala-pivô é um dos melhores reservas da NBA há algumas temporadas, sendo capaz de fazer tudo ofensivamente enquanto não compromete na defesa. Assim, seria catastrófico para os Wolves perder uma peça tão importante para a rotação, que foi crucial nas últimas duas campanhas de temporada regular e playoffs.
O que foi? Contratação, um ano por US$ 7 milhões.
Pouca estrela e muita bola, esse é Tyus Jones. Apesar do contrato ser curto, o Magic consegue um armador reserva e cerebral que precisa há muito tempo. Jones poderia ser titular pelo que joga, sendo extremamente inteligente e um bom arremessador. No entanto, vai bem como reserva e vai cair como uma luva para desafogar Paolo Banchero e Franz Wagner. Além disso, para um time com muitas lesões ele pode fazer a ponte e segurar as pontas até um titular voltar, sem deixar o nível cair.