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NBA Draft: Os maiores ‘achados’ da história (parte 1)

Equipe The Playoffs

NBA Draft reserva anualmente grandes surpresas, decepções e nomes inesperados para as franquias e os seus torcedores

Faltando pouco tempo para o NBA Draft de 2025, o The Playoffs relembra grandes escolhas que as franquias já fizeram no evento. No entanto, algumas dessas escolhas surpreendem. Seja por sua posição de Draft, projeção anterior ou simplesmente por uma evolução inesperada. Então, aqui detalhamos as trajetórias de jogadores que, com suas performances e talento, desafiaram todas as expectativas e gravaram seus nomes na história da NBA.

Rudy Gobert (27ª escolha em 2013)

Selecionado na 27ª posição do Draft de 2013 pelo Denver e, em seguida, enviado para Utah, Rudy Gobert parecia não ter o perfil de um jogador que acumularia muitas honrarias individuais na NBA. Desconsiderado pela maioria das equipes, o francês precisou aguardar o fim do primeiro round para ouvir Adam Silver anunciar seu nome. Embora sua temporada de calouro tenha indicado o contrário, com médias discretas de 2,3 pontos e 4,3 rebotes em 45 jogos, o pivô de Saint-Quentin logo demonstraria todo seu talento.

Desse modo, já em sua segunda temporada, ele figurou entre os melhores defensores da liga, terminando em quinto lugar na votação para o prêmio de Jogador Defensivo do Ano (DPOY). Aliás, o ex-jogador de Cholet conquistaria esse título quatro vezes, igualando um recorde que, até então, pertencia a Ben Wallace. Isso mostra seu impacto e valor, já que Rudy Gobert também soma, até hoje, três seleções para o All-Star Game. Sem dúvida, um belo currículo para um jogador escolhido “tão baixo” no Draft.

Conquistas: 3x All-Star, 12x All-NBA, 4x DPOY

Jimmy Butler (30ª escolha em 2011)

Atualmente, Jimmy Butler desfruta de grande prestígio e uma certa aura, mas nem sempre foi assim. Selecionado na 30ª posição do Draft de 2011 pelo Chicago, o ex-jogador de Marquette rapidamente conquistou a liga. Ele alcançou esse sucesso primeiramente com suas incríveis habilidades defensivas, as quais, posteriormente, complementou com um arsenal ofensivo de alto nível.

Selecionado para o All-Star Game e eleito o Jogador que Mais Evoluiu em 2015, o nativo do Texas brilhou em todas as equipes por onde passou desde então. Jimmy Butler, aliás, acumula seis participações no Jogo das Estrelas e, mais importante, dez seleções para as diversas equipes All-NBA. Além disso, o jogador de 35 anos provou seu imenso valor nos Playoffs diversas vezes, liderando o Miami, contra todas as expectativas, às Finais da NBA em 2020 e 2022. Negociado com o Golden State em fevereiro, Jimmy Butler agora busca o título da NBA para coroar sua carreira.

Conquistas: 6x All-Star, 10x All-NBA, 1x MIP

Draymond Green (35ª escolha em 2012)

Como imaginar que Draymond Green esperaria até o segundo round para ouvir seu nome no Draft de 2012? No entanto, foi exatamente esse calvário que o “enforcer” dos Warriors viveu, selecionado na 35ª posição pelo Golden State após uma carreira universitária completa em Michigan State. Embora tenha sido mais notado por suas polêmicas do que por suas performances ultimamente, Draymond Green, contudo, continua sendo um pilar da dinastia dos Dubs, assim como Klay Thompson ou Stephen Curry.

Um defensor de elite com um QI de basquete altíssimo, o nativo de Saginaw construiu um impressionante currículo na NBA em 13 anos de carreira. Quatro vezes All-Star, DPOY em 2017 e, acima de tudo, tetracampeão da liga com os Warriors, Draymond Green apresenta todos os requisitos para entrar no Hall da Fama. Poucos imaginavam tal feito possível durante seu Draft, inclusive para o medalhista de ouro olímpico em Tóquio com a camisa da Team USA.

Conquistas: 4x All-Star, 4x Campeão da NBA, 11x All-NBA, 1x DPOY

Isaiah Thomas (60ª escolha em 2011)

Isaiah Thomas não poderia ter imaginado uma espera mais longa do que a que ele viveu na noite do Draft de 2011. Selecionado na 60ª e última (!) posição pelo Sacramento, ninguém imaginava que esse “baixinho” de 1,75m faria uma carreira tão impactante na NBA. Após uma temporada de calouro promissora (sétimo na votação para Novato do Ano), o ex-jogador de Washington revelou seus talentos como pontuador já em seu terceiro ano, alcançando pela primeira vez uma média de 20 pontos (20,3). Thomas, inclusive, superaria essa marca em 2017, encerrando a temporada com 28,9 pontos por jogo com a camisa do Boston.

Naquele momento, ele chamou a atenção pela primeira vez nos Playoffs, especialmente com uma partida de 53 pontos contra os Wizards, sendo 29 deles marcados entre o último quarto e a prorrogação. Essa atuação marcante ilustra perfeitamente a capacidade “clutch” do jogador durante suas 12 temporadas na liga. Por isso, na NBA, ele ganhou o apelido de “King in the Fourth”. Aposentado das quadras da NBA no ano passado, Isaiah Thomas soma duas seleções para o All-Star Game e muitos highlights!

Dennis Rodman (27ª escolha em 1986)

Conhecido por suas polêmicas e colorações de cabelo excêntricas no final de sua carreira, Dennis Rodman dominou a liga por anos graças à sua defesa implacável e sua incrível capacidade de pegar rebotes. Muitos duvidavam de sua força de caráter e abnegação quando ele chegou à liga em 1986, vindo da Southern Oklahoma State.

Selecionado na 27ª posição pelo Detroit, “The Worm” rapidamente se destacou. Com quase 12 pontos de média e um oitavo lugar na votação de melhor defensor em seu segundo ano, Rodman acumulou distinções e sucessos por anos, concentrando seu jogo na defesa. O texano de origem conquistou cinco títulos entre Detroit (2) e Chicago (3), participou de dois All-Star Games e faturou o troféu de DPOY em 1990 e 1991. Incluído no Hall da Fama em 2011, Rodman permanece, até hoje, o melhor reboteiro da história moderna da NBA, com uma média de 13,1 rebotes em 14 anos de carreira, e um pico de quase 19 rebotes por jogo em 1992 (18,7).

Conquistas: 2x All-Star, 5x Campeão da NBA, 10x All-NBA, 2x DPOY

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