A Copa do Mundo de Clubes, que começa neste sábado (14) nos Estados Unidos, será palco não só de títulos e grandes jogos, mas também do “batismo” mundialista de uma geração de craques que, até aqui, nunca jogou uma Copa do Mundo por suas seleções. Em solo norte-americano, nomes como Erling Haaland (Manchester City), Khvicha Kvaratskhelia (PSG), Cole Palmer (Chelsea) e Jan Oblak (Atlético de Madrid) ganham uma rara oportunidade de experimentar o clima do torneio mais sonhado do futebol. Alguns, como Jorginho (Flamengo) e Gianluigi Donnarumma (PSG), vivem a Copa de Clubes como consolo após amargarem ausências dolorosas com a Itália em 2018 e 2022.
Para Haaland, a Copa dos Clubes é o palco que substitui, ao menos temporariamente, o Mundial da FIFA. O atacante norueguês, nascido um ano após a última participação da Noruega em Copas (1998), representa uma legião de talentos que brilha em clubes, mas ainda não pôde vestir a camisa nacional no maior torneio do futebol. Ao lado de companheiros como Oscar Bobb e Sorloth, Haaland ainda sonha em voltar aos EUA, desta vez com a seleção nórdica, em 2026.
Por outro lado, Kvaratskhelia, destaque do Napoli e agora peça-chave no PSG, vem a transformar a Geórgia em promessa crescente no futebol europeu. Ele conduziu a equipe às oitavas da Euro, mas o Mundial ainda é um sonho distante.
Entre os emergentes, Cole Palmer é a grande aposta inglesa para um futuro sem trauma. Com faro de gol e protagonismo no Chelsea, usa o Mundial de Clubes como “laboratório” para provar que merece vaga na Inglaterra de 2026. Ademais, o francês Désiré Doué, outro nome de impacto, começa a se firmar no PSG e já tem portas abertas na seleção.
No Brasil, dois nomes chamam atenção: Endrick e Estevão. O primeiro, já conhecido da torcida da Seleção, tenta afirmar-se no Real Madrid; o segundo se despede do Palmeiras rumo ao Chelsea, com a Copa de Clubes como vitrine.
Enquanto isso, Jorginho e Donnarumma vivem o oposto: consagrados, mas sem Copas. Campeões da Euro 2021 com a Itália, ambos ficaram de fora das últimas duas edições do Mundial por conta das derrotas da Azzurra nas Eliminatórias. Para Jorginho, aos 33 anos e fora das últimas convocações, a competição com o Flamengo pode ser seu único “Mundial”.
Até mesmo jogadores da Venezuela, país sem tradição em Copas, veem a Copa do Mundo de Clubes como um marco. Jefferson Savarino (Botafogo) e Salomón Rondón (Pachuca) lideram o grupo que sonha em quebrar a escrita histórica. Com a expansão para 48 seleções em 2026, a chance é real.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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