Na tarde desta segunda-feira (2), em Guayaquil, o atacante equatoriano Júnior Sornoza Plata, do Flamengo, se apresentou à seleção do Equador mesmo a estar oficialmente lesionado, o que causou uma crise diplomática entre o clube carioca e a Federação Equatoriana de Futebol. A polêmica começou após o rubro-negro denunciar que profissionais da seleção foram à casa do jogador no Rio de Janeiro sem autorização para realizar procedimentos médicos “à revelia”, colocando em risco sua recuperação de um edema ósseo no joelho direito. O caso se agravou com a convocação, que o obriga a se apresentar sob pena de punição da FIFA, ainda que sem condições clínicas de atuar.
O que era para ser uma simples apresentação se transformou em um verdadeiro campo minado. Plata chegou ao Equador discretamente, utilizando uma saída alternativa no aeroporto para escapar da imprensa local. Por outro lado, no hotel, apareceu em imagens oficiais da concentração, mas não participou do primeiro treino da equipe comandada por Sebastián Beccacece no estádio George Capwell, em Guayaquil. Ele permaneceu, então, no hotel ao lado do também lesionado Pedro Vite.
Enquanto isso, a nota oficial do Flamengo reverberava com força. O clube alegou que a visita da equipe médica da seleção equatoriana não só atropelou o cronograma de recuperação traçado pelo departamento médico rubro-negro, como também colocou a integridade física do atleta em risco. “Procedimentos à revelia”, “interferência irresponsável” e “ameaça à carreira” foram algumas das expressões usadas no comunicado, que escancarou a insatisfação da diretoria.
O técnico Filipe Luís também foi questionado após a goleada por 5 a 0 sobre o Fortaleza, no último domingo (1). Porém, preferiu não polemizar: “Plata está lesionado, até hoje estava na maca. Não tem condições de jogo”, declarou, sem esconder a preocupação.
Desde o início do mês de maio, Plata já desfalca o Flamengo há nove partidas. Logo, não atua desde o jogo contra o Botafogo-PB pela Copa do Brasil. Apesar da ausência, a presença do atleta junto à seleção do Equador é uma obrigação diante das regras da FIFA, o que aumenta a tensão. Caso entre em campo, a situação pode escalar para um conflito institucional entre clube e federação.
Ademais, com o Mundial de Clubes se aproximando, a preocupação do Flamengo é ter Plata 100% para a competição internacional. Por isso, qualquer recaída por uso precoce na seleção pode custar caro não apenas ao jogador, mas ao planejamento do clube na temporada.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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