O Valência protagonizou um verdadeiro “balde de água fria” na torcida do Real Madrid ao vencer por 2 a 1, neste sábado (05), no estádio Santiago Bernabéu, pela 30ª rodada da LaLiga. O triunfo da equipe comandada por Rubén Baraja veio nos acréscimos da partida, com um gol salvador de Hugo Duro, aos 45+5 minutos do 2° tempo. A vitória, conquistada fora de casa e com emoção digna de roteiro de filme, pode custar caro ao time de Carlo Ancelotti na briga pelo título espanhol.
Logo no início da partida, ficou claro que o roteiro do jogo fugiria do script habitual dos merengues. Aos 13 minutos, Vinícius Júnior teve nos pés a chance de abrir o placar em cobrança de pênalti. Porém, parou no goleiro Mamardashvili, que esbanjou segurança sob as traves. E como diz a velha máxima do futebol: quem não faz, leva.
A resposta veio rápida. Apenas dois minutos depois, o português André Almeida bateu escanteio com perfeição, e Diakhaby subiu mais que todo mundo para colocar o Valência em vantagem. Logo, um banho de água fria para os donos da casa.
No segundo tempo, o Real até ensaiou a reação. Aos 5 minutos do 2° tempo, após escanteio cobrado por Kroos, Bellingham desviou de cabeça e Vinícius se redimiu ao empurrar para o fundo da rede. Era o empate, e o Bernabéu voltou a pulsar na expectativa de mais uma virada épica.
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Quando o relógio já marcava os acréscimos, Rafa Mir puxou contra-ataque fulminante e cruzou na medida para Hugo Duro, livre, testar para o gol vazio e decretar o 2 a 1 final. Portanto, um golpe cirúrgico no coração madridista, e festa ensurdecedora da torcida ‘che’.
Com o tropeço, o Real Madrid estaciona e vê o rival Barcelona com a faca e o queijo nas mãos. Caso vença o Betis ainda neste sábado, o time catalão abrirá seis pontos de vantagem, a restar apenas oito rodadas para o fim. E com um El Clásico marcado para 11 de maio, no Camp Nou, o cenário promete pegar fogo.
Enquanto isso, o Valência saboreia o sabor da história: são 16 anos sem vencer no Bernabéu. Logo, a quebrar um jejum incômodo com autoridade, sangue nos olhos e bola na rede. E, como no futebol tudo pode acontecer, essa vitória pode ser o gás que faltava para embalar uma reta final surpreendente para os ‘ches’.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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