Em Cienciano x Atlético-MG, após o empate sem gols na altitude de Cusco, no estádio Garcilaso de la Vega, na noite desta terça-feira (01), os jogadores do Galo foram surpreendidos por uma situação inusitada e constrangedora: os vestiários estavam sem água. Sem poder tomar banho, o elenco atleticano precisou deixar o estádio às pressas para se higienizar no hotel onde a delegação estava hospedada.
A indignação foi imediata. O diretor de futebol do clube, Victor Bagy, não poupou críticas à Conmebol, entidade organizadora do torneio, e lamentou a precariedade da estrutura oferecida no Peru.
“A gente fala em evolução, em um campeonato que melhora a cada ano, e estamos regredindo para a década de 60. É lamentável, triste. Vale nossa insatisfação. É algo que não pode acontecer. A Conmebol está sempre preocupada com pequenos detalhes, bobagens… e coisas elementares acabam passando despercebidas. O estádio inteiro ficou sem água. Mas isso não pode acontecer”, desabafou Victor em entrevista à rádio Itatiaia.
O episódio, todavia, não foi inédito para o Atlético-MG. No ano passado, o clube já havia enfrentado situação semelhante durante a disputa da Copa do Brasil, quando os vestiários do estádio Ribeirão, em Tocantinópolis (TO), também ficaram sem água após a partida. A reincidência do problema gerou ainda mais revolta nos bastidores do clube mineiro.
Apesar do empate sem gols, o Galo teve um desempenho sólido em campo e criou boas oportunidades para sair de Cusco com os três pontos. No entanto, o time não conseguiu converter as chances criadas, esbarrando na falta de precisão no último passe e nas defesas do goleiro rival.
Com o resultado, portanto, após Cienciano x Atlético-MG, o clube mineiro somou seu primeiro ponto no Grupo H e ocupa a segunda colocação da chave. O próximo compromisso do Galo na Sul-Americana será no dia 10 de abril, quando recebe o Iquique, do Chile, às 21h30, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. A expectativa é de que, ao menos dessa vez, o banho esteja garantido após a partida.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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