A lesão de Arrascaeta acendeu um sinal amarelo no Flamengo. O meia, que é peça fundamental no esquema do treinador Filipe Luís, sofreu uma contusão no músculo adutor da coxa direita durante uma partida pela seleção uruguaia e, por isso, vai desfalcar o rubro-negro nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. A situação, além de frustrar o clube, trouxe à tona a necessidade do Flamengo em reforçar o elenco com alternativas para a posição.
A lesão de Arrascaeta, que se apresentou ao Flamengo nesta semana para iniciar o tratamento, é um reflexo de um problema mais amplo: o histórico de lesões do meia. Desde que chegou ao clube, em 2019, o uruguaio acumula 17 problemas físicos, sendo a maioria deles nas coxas. Além disso, também já sofreu com dores no tornozelo direito e nos dois joelhos, o que gera uma preocupação constante sobre a condição física a longo prazo.
O jogador acumulou 609 minutos em campo nessa sequência, com média de 76,1 minutos por jogo, ao representar o Flamengo e a Seleção do Uruguai. Nesse sentido, um número impressionante, mas que pode ter contribuído para a lesão. O desgaste de jogos consecutivos, sem descanso, e a exigência de estar sempre entre os principais jogadores da equipe têm se mostrado um desafio tanto para Arrascaeta quanto para a comissão técnica do Flamengo, que já busca soluções para evitar futuras baixas.
O clube carioca, que é reconhecido como o clube com maior poder de investimento no continente, já mostrava interesse em um meia antes da lesão de Arrascaeta. O nome de Matheus Pereira chegou às especulações, mas o negócio não avançou. Com a contusão do uruguaio, a diretoria rubro-negra voltou a analisar o mercado em busca de uma peça para reforçar o meio-campo. Além disso, o Flamengo já tentou, sem sucesso, contratar outros nomes de peso, como o ex-jogador do Zenit Claudinho, hoje no Al-Sadd, do Catar.
A diretoria também está de olho no mercado internacional e deve agir nas próximas janelas. Contudo, a janela extra, que se encerra em 11 de abril, na qual é possível negociar jogadores que participaram dos campeonatos estaduais, provavelmente não trará novidades, já que o Flamengo acredita que opções de baixo custo no mercado nacional não atenderiam às expectativas do clube. Nesse sentido, a janela mais promissora para reforços será a de junho, véspera do Mundial de Clubes, quando o clube buscará alternativas mais qualificadas.
Enquanto isso, o Flamengo se prepara para um início de temporada sem Arrascaeta, e o técnico Filipe Luís precisa montar uma equipe competitiva para enfrentar os desafios do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, que começam logo em seguida.
Além de lidar com a lesão de Arrascaeta, o Flamengo também já se prepara para a renovação do contrato do uruguaio, que termina em 2026. Apesar da situação física do jogador, o clube não trata a renovação com urgência. O objetivo é iniciar as conversas mais adiante, no segundo semestre de 2025. Isto após a disputa do Mundial de Clubes, previsto para acontecer entre junho e julho nos Estados Unidos. A prioridade da diretoria rubro-negra, por ora, é garantir a continuidade de peças fundamentais para o elenco. Um exemplo seria Pulgar, que teve o contrato renovado até 2027, e os jogadores Varela, Cleiton e Gerson. Para esses atletas, a renovação está sob discussão principalmente em função de valorização salarial.
O Flamengo segue atento aos detalhes para garantir que, mesmo com as baixas por lesões, o elenco se mantenha competitivo, com alternativas de peso no mercado. Até lá, os olhos estarão voltados para a recuperação de Arrascaeta e a busca por reforços que garantam o bom desempenho da equipe nas competições.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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