Mesmo depois de golear o Athletic Bilbao por 3 a 0 no jogo de ida da semifinal da Liga Europa, o Manchester United entra em campo nesta quinta-feira (8), no Estádio de Old Trafford, com um alerta constante: nada está ganho. O aviso partiu diretamente de Ruben Amorim, técnico dos Red Devils, que pede concentração total para a partida decisiva. O treinador sabe bem do que fala, visto que ele mesmo já viveu viradas insanas no torneio e reforça que, com este United, tudo pode acontecer. O objetivo é simples. Vencer e seguir firme em busca da única glória possível em uma das temporadas mais frustrantes do clube inglês.
“Olhando para a nossa época, tudo é possível. Um gol muda tudo. Uma expulsão muda tudo. Viu-se isso há uma semana”, lembrou Amorim, citando a vitória épica sobre o Lyon, quando seu time virou de 2-4 para a classificação. “Estamos preparados para lutar e ganhar o jogo. Não pensamos no resultado da ida. Só queremos vencer amanhã.”
Amorim voltou a comentar sua polêmica declaração sobre o Manchester United ser a pior equipe da história recente do clube: “Se olharmos para a Premier League, penso que somos a pior equipe [do United] em termos de resultados desde que cheguei. É essa a minha ideia. No final desta época, podemos ser a pior equipe da história da Premier League… com um título europeu.”
As palavras do treinador escancaram o paradoxo do momento. Os resultados na liga doméstica decepcionam, mas o time ainda sonha alto na Europa. “Nada vai mudar o que foi a temporada. Foi dececionante para todos. Talvez a pior dos últimos 15 anos. Mas estamos a melhorar. Estamos mais confiantes. Estamos prontos.”
A tensão da semifinal ganhou mais uma pitada após declarações de Arsène Wenger, que sugeriu que o campeão da Liga Europa não deveria ter vaga garantida na Champions League. Amorim respondeu com a mesma sobriedade que demonstra à beira do campo: “Não tenho nada a dizer sobre isso. Conheço as regras. Se quiserem mudá-las, ótimo. Mas a regra é essa: se ganharmos, vamos para a Champions. Não penso muito nisso.”
E, entre críticas, filosofias e reviravoltas, é com os olhos no presente que o Manchester United tenta escrever, então, na marra, um final digno para uma temporada que começou em ruínas. O futebol, afinal, é esse jogo imprevisível, onde até mesmo a “pior equipe” pode levantar uma taça continental.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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