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Críticas abertas de jogadores do Botafogo incomodam John Textor

Bruno Mendes

Após Savarino e Barbosa manifestarem insatisfação, mandatário reage

O clima no Botafogo não é o dos melhores na atual conjuntura. Após a temporada histórica do clube no ano passado, hoje o cenário é completamente diferente daquele encontrado em dezembro de 2024. Após mais um revés na noite da última quinta-feira – na derrota por 2 a 0 diante do Racing pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana, na Argentina, um sentimento aparentemente latente veio à tona: a insatisfação geral pela falta de planejamento por parte da diretoria alvinegra.

E, como geralmente ocorre quando o proletariado – por mais bem pago que seja, solta os cachorros em alto e bom som para todo mundo ouvir, o patrão reage. Tal reação por vezes acaba em advertências, demissão, multa, penas extremas etc., mas, se tratando de futebol, as coisas correm em outra sintonia, digamos, diferente do mundo da maioria. Porém, não obstante, tais atitudes nunca passam incólumes nas relações profissionais.

Assim, a turbulência do Botafogo refletida em campo e nas entrelinhas institucionais alcançaram novas rotas de colisão e acabaram por se chocar em John Textor, dono da SAF que comanda o futebol alvinegro. A atmosfera pesada já era comentada e percebida pelos que acompanham de perto o dia a dia da equipe, mas a lavada de roupa suja fora de casa irritou o empresário norte-americano.

Jonh Textor externa irritação

Segundo matéria do site Globo Esporte, John Textor, que havia assistido a partida em sua casa na Flórida (EUA), comunicou a membros da diretoria que estavam no estádio em Buenos Aires a sua insatisfação não só com o baixo rendimento técnico da equipe diante do Racing, como também a sua indignação pelas declarações públicas dos jogadores por ainda não terem um nome concreto para assumir o comando do time.

Falta de treinador incomoda elenco

O zagueiro Alexander Barboza e o meia Savarino convergiram no discurso ao deixarem o gramado.

“O treinador de hoje só teve três treinos com a gente. É um técnico interino, não sabemos se vai ficar o ano todo. Os jogadores também mudaram. Saíram 16 jogadores, aos poucos, os reforços chegam. Muitos ainda não podem jogar, leva tempo. O tempo é curto, isso atrapalha. Não conseguimos ter uma nova ideia, fazer o que o treinador quer. O trabalho tem uma semana. É difícil que as coisas deem certo desse jeito – disparou o zagueiro ao fim da partida.

Já o meia Savarino contemporizou, mas mesmo assim sinalizou pela falta de um técnico definitivo.

“Afeta, claro que afeta. Na verdade eu deixo todas essas coisas para a diretoria do clube, a gente está tentando fazer o nosso melhor dentro do campo, A gente precisa, mas não tem nada a fazer, tem que aguardar que o treinador chegue e agora temos um treinador interino, e esperamos que as coisas melhorem no próximo jogo”, completou.